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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Tarjas laterais nos seriados tokusatsu de Mundo Animado


jaspion - Twitter Search


As manhãs de domingo da Band conta, já faz algumas semanas, com a volta dos seriados Changeman, Jiraiya e Jaspion, grande sucesso há mais de vinte anos em nossa terra. Seria interessante dar uma força para o retorno do tokusatsu à Tv aberta, mesmo se seu futuro parecer incerto. A emissora ouviu os apelos dos fans xiitas para que a medida original da tela fosse respeitada, levando em conta que os programas foram concebidos nos anos 80, tempo em que as Tvs eram quadradinhas. O que a Band fazia para adequar os programas aos tempos atuais era dar um zoom na tela, o que acabava cortando partes de cima e dos lados, mesmo que coisa pouca. Eu apoio que os programas de antigamente precisem se adaptar aos moldes atuais de exibição, mas acho esse zoom inapropriado. Poderiam simplesmente esticar e achatar a tela, de tal modo que, depois da edição, ocupe o espaço de tela de uma televisão dos padrões atuais. Mesmo assim os fans reclamariam, dizendo que também fica ruim, como velhas reclamonas. Sou mancheteiro também, mas não acho que o formato precise parar no tempo. Ora, o programa é o mesmo, o que mudou é a maneira de assistir, passando por uma reciclagem, lembrando que também resistimos à mudança das Tvs de tubo para as de tela plana de led, satisfeitos com a evolução. Nem mesmo Chaves eu conseguiria assistir em seu formato original. Resultado, cedendo aos apelos dos fans antigos, que na verdade é o principal público alvo, e aos do próprio Nelson Sato da Sato Company, a Band se rendeu ao formato quadrado, deixando as tarjas dos lados, agora coloridinhas e customizadas para ´´não ficar feio``. Não gostei. Pareceu um remendo, pareceu que tentavam reparar algo que não tinha jeito, parecia que não seria possível completar a tela, ou não sabiam como fazer isso. Mudou coisa pouca ou quase nada na tela onde se desenvolvia a ação. Mas fazer o que? É o tal ´´O cliente tem sempre a razão``. E tem gente que ainda reclama da demora com que a Band levou para atender esse pedido.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Lion Man Branco - Melhor roteiro, mas não mais querido por nós


Sabemos que tokusatsu é coisa de criança, e que por essa razão é totalmente compreensível que as produções atuais sejam bobinhas e sem graça. Mas nem sempre foi assim. Voltemos nosso olhar aos longínquos anos 70, onde o gênero começava a ganhar força de vez, muito além das produções da Toei Company. Ultraman, Spectreman, e é claro, Lion Man, ´´universo`` um tanto pequeno, mas sua versão laranja ainda hoje é querida por nós brasileiros. Só que é injusto não lembrarmos de sua versão albina, que embora tenha passado por aqui depois de Fuun Lion-Maru (sua versão laranja), foi seu predecessor em seu país de origem. Lançado em 1972 no Japão pela P-Production, Kaiketsu Lion-Maru tinha um roteiro muito bom para um seriado tokusatsu, assistindo hoje temos a prova que as séries antigas eram as melhores. O homem por trás do heróico felino é o mesmo Shishimaru que tínhamos conhecido, curiosamente sua origem é outra, embora o ator seja o mesmo. Ao menos em sua primeira versão sua origem é explicada. Dessa vez ele não é um herói solitário, ele luta e caminha ao lado de seus irmãos de criação, Saori e Kosuke, jovens orfãos dos ataques do demônio Gosum e seus ninjas negros, acolhidos pelo mestre Kashin Koji, que pouco antes da sua morte entrega para Shishimaru uma espada que lhe confere o poder de se transformar em um homem leão, cheio de garra e habilidade, para Saori uma espada que equipara sua força e habilidade a de um guerreiro, mas sem esquecer de avisar que ela não podia deixar sua ´´formosura e feminilidade`` de lado. Aff. Já o menino Kosuke, o mais novo dos três, ganha uma flauta mágica com o poder de evocar o espírito do velho guerreiro, que chega na forma de um pégaso para ajudar os amigos a se livrarem do perigo. O seriado conta com 54 episódios, foi um grande sucesso na época em sua terra de origem, tudo levava a crer que uma segunda temporada seria muito bem recebida, mas infelizmente não foi isso que aconteceu. Sua sequencia, que nem é tão sequencia assim devido às diferenças gritantes e bizarras entre as duas séries, rendeu apenas 25 episódios. É interessante pensar que quando a sequencia estreou por aqui no finzinho dos anos 80 ao lado de Jiraya, O Incrível Ninja, as crianças da época não reparavam que o seriado era antigo assim. Muito menos que tinha sido um fracasso, que provavelmente foi adquirido pela Top Tape a preço de banana, pois o seriado era uma novidade interessante. E esses míseros 25 episódios, repetidos exaustivamente como de praxe na época, não deixavam perceber que a trajetória de Shimarú (a tradução por aqui, por motivos óbvios) tinha sido tão curta. Ora, hoje sabemos que algumas séries e animações de nossa época tinham números de episódios ainda mais limitados sem nos deixar essa impressão.  Quando Lion Man branco estreou por aqui, todo mundo achou que fosse uma continuação direta do Laranja, um ´´novo`` Lion Man, mas devo dizer que a novidade não me conquistou tanto. As histórias eram mais densas, dramáticas, talvez por isso uma criança de oito anos, a idade que eu tinha na época, não se interessasse tanto. Recentemente, assistindo a série até o final, percebo que o conteúdo vai além do que deveria ser considerado uma simples série infantil, tanto que me empolguei a cada episódio, mesmo que a estrutura do roteiro apresentasse algumas deficiências. Passada na época do Japão feudal, nos tempos dos samurais, a história se desenvolve em uma terra sem lei, um mundo sombrio cada vez mais ameaçado pelo domínio do demônio Gosum e seus aliados. As cenas de ação, de lutas com espadas, embora não muito bem coreografadas, expressam bem o espírito de um autêntico filme de samurai, como Zatoichi, por exemplo, mesmo não havendo sangue, o que não podia ser diferente. Os monstros, demônios de Gosum, não pecam pela falta de crueldade, mesmo com velhos, mulheres e crianças. Ao contrário do que ocorreu em seu país de origem, essa versão não fez sucesso por aqui, houve rejeição por parte do público e apenas dez ou quinze episódios foram exibidos. Não lembro se em ordem cronológica ou de maneira aleatória. Mesmo assim, acredito ter conquistado um aspecto cult entre os mais velhos que assistiam a programação da Manchete naquela época, que só hoje em dia, graças a Internet, pôde dar uma conferida no restante do conteúdo nada decepcionante para quem começou a série já gostando. Lembro de uma vez, em determinado episódio do Lion Man laranja, ter aparecido sua versão albina entregando a espada que lhe conferia a mutação de leão a um Shimaru derrotado, sem sua tradicional espada. Uma visita dos céus de um antepassado já extinto, apadrinhando e passando o bastão a seu sucessor, antes mesmo de conhecermos mais a respeito desse personagem, soando mais como um prequel do que como qualquer outra coisa. Épico!



Diferenças entre as duas séries

Se Kaiketsu Lion-Maru tem um roteiro e visual mais maduro, o mesmo não acontece com Fuun Lion-
Maru. A gente percebe a mudança das cores para tons mais berrantes, mais chamativos. Os objetos cênicos com mais cara de brinquedo (o transformador foguete, por exemplo), e mais personagens e heróis, como Yoba/ Jaguar, além de perder o clima sombrio da série anterior, apesar da história continuar densa e dramática e os vilões continuarem perversos. Podemos perceber a tentativa de dar uma cara mais infantil ao seriado, embora tivessem errado a mão a ponto de o tornarem um fracasso. Contudo, o seriado tem seus méritos e acredito que deveria sim ter sido produzido. Começado do zero, com elementos, origens e história diferente, uma coisa ou outra faz menção ao seriado anterior, vemos tentativas de homenagens e substituições do que o público japonês já estava acostumado a ver em sua versão albina, mesmo que certas coisas fizessem falta e não tivessem sua devida reposição, como o cavalo alado Hikari Maru. O motivo que levou as duas séries serem exibidas de forma trocada por nossa terra ainda não é explicado, provavelmente porque o Lion Man laranja tinha mais cara de leão e consequentemente foi mais fácil assimilarmos o herói felino. Sua versão albina de fato tinha mais cara de ser um personagem do Japão mesmo, mais regional, sendo ele inspirado no folclórico Kagami Jishi (O Leão do Espelho), personagem do teatro Kabuki.

Tiger Joe


Personagem importante das duas versões, Tiger Joe é um anti herói que todos aprenderam a amar. A princípio aliado do demônio Gosum, rival de Shishimaru, egoísta e orgulhoso, aos poucos torna-se um importante aliado. Perdeu um olho já na primeira luta com o herói leão. O personagem foi interpretado por dois atores diferentes, o primeiro teve um fim trágico após uma embriaguês, o segundo ficou até o final da série onde seu personagem foi derrotado e morto pelas mãos de um demônio de Gosum. Na série seguinte o personagem retorna, uma coisa curiosa, pois seu personagem havia sido morto. No entanto, o personagem é apresentado como Tiger Joe Jr, apesar de ser o mesmo ator, e o pior, ele ainda usa o tapa olho característico do Tiger Joe (Jyonosuke), sua versão em Kaiketsu Lion-Maru. Mas depois de tanto tempo, o que importa mesmo é que esse carismático personagem acaba aparecendo, de um jeito ou de outro, na versão que pudemos acompanhar na infância, sem prejuízo.



Ainda há mais uma versão de Lion Man, e bem recente, por sinal. Em 2006 foi produzida a série Lion Man G. Se as outras séries se passavam no Japão feudal, essa aqui se passa inclusive no futuro da época, 2011, e o herói transformado passa a ser chamado como alguma coisa tipo ´´Gigolô Guerreiro (!) `` Esse ainda não assisti, mas já vou assistir com ressalva, pois ouvi falar muito mal dessa série.


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Bicrossers - A época em que a Globo invejou a Manchete


Talvez a Globo seja mesmo a responsável pela desconstrução do gênero tokusatsu em nossa terra por exibir a série Power Rangers, que viria a ser um sucesso de 1995 em diante. Mas antes disso a emissora chegou a exibir um tokusatsu original, numa época em que a Rede Manchete não parava de lançar mais e mais produtos do gênero fazendo o maior sucesso em sua programação. O seriado em questão é Bicrossers, que estreou em janeiro de 1991 no horário que hoje é da Malhação, no bloco Sessão Aventura. Quando eu era criança achava esse seriado muito mais infantil que os demais do gênero, assistindo hoje para matar a saudade percebo que ele na verdade estava dentro da média. Claro que tinha muita coisa que me atraía, até mesmo o fato de ser dois heróis de cores diferentes, lembrando os sentais, mas ao mesmo tempo não era e também estava longe de poder ser considerado metal hero. São eles os irmãos Ken, o mais velho e o vermelho, e o Ginjiro (o Din), o azul, que ganharam poderes no primeiro capítulo para salvar o mundo, de alienígenas de outra dimensão, e todo esse blá blá blá genérico que cansamos de esbarrar em produções de super herói e de desenhos animados. Ainda numa fase ´´pós adolescente`` os irmãos dividem o mesmo quarto e sua preocupação é estudar e mexer no computador (o seriado é de 1985 e não existia Internet, mas Din passava muito tempo jogando e fazendo pesquisas, sabe-se lá como). Eles mantêm contato telepático entre eles e sua super audição os permitem ouvir as crianças em apuros, e através de seu guarda roupa, quando conveniente para eles, são atraídos para outra dimensão onde lhe são conferidos poderes que lhes tornam os Bicrossers. O mais velho já está na faculdade, e o laboratório do centro de pesquisas salvou muito a sua pele quando precisou descobrir que tipo era o material alienígena coletado que aparecia em seu caminho. Eles moram com seus pais, mas o pai quase não aparece, e nas vezes que aparece faz o gênero fechadão, reservado, aumentando o estereótipo que os pais asiáticos ligam mais para o trabalho e menos para a família. Ainda nos primeiros episódios ele é raptado e salvo pelos filhos em sua formação Bicrosser, e no final é deixada em aberto a hipótese de que ele percebeu que seus filhos dão umas escapulidas para combater monstros e salvar o mundo (o Japão). Como aliados os jovens heróis tem também a irritante Ayame, filha do Daikichi Takeda, dono da empresa Mão na Roda, que realiza todo tipo de serviço (aqui talvez pudesse ser referida como Marido de Aluguel). Eles estão sempre rodeados pelas crianças do bairro, sua prima é uma delas. 

Mas o curioso mesmo são os vilões da organização Destler. O principal deles é Doutor Q, um homem de visual bastante cômico e ganancioso, louco por jóias. Detesta crianças e costuma usar suas criaturas para maltratá-las e fazê-las chorar, gravando seu choro para apreciação da estátua do demônio Gowla, que cospe diamantes de acordo com a intensidade do sofrimento e angústia contida no choro delas. No final, caso seu plano dê errado e o monstro for destruído, os diamantes viram pedra e frustram a felicidade do Doutor Q. Como aliada ele tem Silvia, uma mocinha até bastante sexy, mesmo com aquele cabelo armadão. Doutor Q também contava com a ajuda praticamente inútil dos Homens de Preto, androides que compunham o time de soldados feitos para apanhar que toda série tokusatsu deve ter. No seriado é explicado que o demônio Gowla vem do Planeta Serpente, de outra galáxia, mas não é deixado claro a origem dos outros vilões, provavelmente são mesmo terráqueos. Nos últimos capítulos ficamos sabendo que seu esconderijo é dentro de um navio ancorado em um cais. E entre monstros, combates, planos toscos e crianças raptadas, os dois heróis vão se tornando um respeitado substituto do seriado anterior, Machine Man, também de Shotaro Ishinomori e produzido pela Toei Company, que já havia percebido que as crianças ainda menores precisavam de uma série com nuances mais leves e mais cômicas que seguissem o estilo Henshin Hero, uma franquia diferenciada desse gênero, que não era nem metal hero nem super sentai. 




Tudo muda a partir do episódio 15: Não sei se foi uma solução criativa, ou se o seriado foi obrigado a mudar seu rumo por conta da audiência, mas já no episódio 14 muita coisa começou a mudar. Doutor Q se enfureceu com Gowla por ele não o satisfazer com jóias e diamantes, o que achei uma coisa inédita nesse estilo de produção, pois até então ele era tido como um líder messiânico do mal, algo como um sr Bazoo, por exemplo, mas pelo que vimos ele era super estimado, tanto que o Doutor Q simplesmente o descartou como uma simples estátua, que mais tarde viria a causar aos heróis momentos embaraçosos dentro de sua própria casa, mas isso é detalhe. No lugar de Gowla surge Gowler Zonguer, dizendo-se irmão de Gowla, mas sua aparência é bem mais hi-fi. Seus cabelos, uma espécie de linha de telefone antigo engruvinhada, deixava sua aparência mais alienígena. Doutor Q também ganhou um capacete mais estiloso e menos trambolhudo nessa nova fase. Com Gowler Zonguer veio Rita, nova aliada que teima em chamar Doutor Q de vovozinho, e ele é tão derretido por ela que mesmo não gostando acaba tolerando. Rita, com seu visual sci-fi retrô, é impulsiva, provoca ciúme em Silvia por ser mais jovem e mais mimada, e as duas rivalizam a preferência de Doutor Q com seus planos malignos. Os planos dos vilões, aliás, deixaram de ser fazer as criancinhas chorarem para algo mais ambicioso e perigoso, o domínio global, e o seriado passa a ficar com mais cara de gente grande dali por diante, podendo ser levado mais a sério e ser comparado com outros seriados semelhantes, só que mesmo assim, mais episódios a frente, vemos umas bizarrices que realmente não permitiam esquecermos o diferencial de tosquice que marcava presença já nos primeiros episódios. O que eu mais gostei em Gowler Zonguer foi o fato dele não ser aquele (agora sim) líder messiânico do mal carrasco, em vez de dar esporro e castigar no final dos episódios a cada monstro derrotado e plano flopado, ele apresenta uma outra solução a Doutor Q, lhe cuspindo um disquete com o projeto de criação de um monstro ainda mais ´´terrível`` que o derrotado. Também gostei da maneira que ele saiu no pau com os heróis no último episódio.  A mãe dos jovens heróis também sai do seriado, com a justificativa de que o pai deles foi transferido do trabalho para outra cidade e ela o acompanhava, enquanto os dois irmãos ficam para terminar os estudos. No lugar de sua mamãe, Ayame fica bancando a babá dos dois.

Quanto aos episódios, um que marcou bastante minha infância, como também a de muita gente como podemos comprovar em uma simples pesquisa pela Internet, foi o do ladrão de umbigos. Parece ser uma lenda do Japão ter que tampar o umbigo quando se ouve um relâmpago, e nisso, através de uma tempestade provocada pela organização Destler, aparece um monstro capeta em uma nuvem, que avança e ´´rouba`` o umbigo das crianças, as fazendo confundi-lo com o ´´Trovão``, num efeito visual tosco, macabro e nojento ao mesmo tempo. E as crianças que tiveram o umbigo roubado perdiam o equilíbrio por, tecnicamente, o umbigo estar no centro do corpo. O monstro espalhava o umbigo das crianças pelo corpo para se energizar. Merece ser considerado um episódio clássico de produções tokusatsu.


Fiquei sabendo por esses dias que Yuki Tsuchiya, intérprete do Ginjiro Mizuno, morreu em um acidente de carro em 1990, e o mais triste ainda é que ele era o mais novinho. Gostava dele no seriado, mais que o Ken, e é engraçado pensar que quando conhecemos o seriado no longínquo ano de 1991, ele já não estava mais entre nós. O seriado teve momentos marcantes, ainda mais para quem era criança e assistiu na época, adorava ver o Bicrosser Ken segurando a moto Aéro Crosser para disparar o raio fatal nos inimigos, como uma autêntica Power Bazuca, e como se não bastasse o peso da moto, Gin ainda fazia questão de ficar lá em cima, mesmo não fazendo mais sentido uma vez que o botão de disparo ficava em baixo da moto, não em seu painel. Mas era interessante ver que Gin tinha que soar a camisa e correr até a moto driblando o monstro da vez que tentava impedi-lo, dando doses de realismo, diferente dos monstros dos outros seriados que ficavam de braços cruzados em momentos como esse.
Minha memória não permite saber com exatidão até quando Bicrosser durou na Sessão Aventura, só sei que foi uma época boa essa em que seriados do gênero estavam explodindo por aí, a ponto de até a Rede Globo entrar na onda. Toda dublada no Rio de Janeiro pela Herbert Richards, mesmo a série podendo ser considerada fraca, fico contente por tê-la assistido na época, uns aninhos antes de Power Ranger aparecer por aqui e mudar todo o conceito atribuído ao gênero. Se fosse na época deles, provavelmente veríamos sim Bicrossers, mas com atores com cara de personagens da Malhação. E olha que já passava no horário dessa que seria a novela a ocupar esse pedacinho da grade.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Falar mal de Power Rangers não pode por que? (Vídeo)



Por que será que é comum em grupos de tokusatsu nego ficar putinho quando alguém critica Power Rangers? Será que não existe lugar para nós, os não apreciadores da adaptação da saban?

terça-feira, 11 de julho de 2017

Space Squad Gavan vs Dekaranger - Crítica COM SPOILER

Porque o nome Gavan vs Dekaranger? Os heróis não lutaram entre si, pelo contrário, se juntaram para uma causa em comum, apesar de alguns tropeções pelo caminho.

Acabei de assistir Girls in Trouble e Gavan vs Dekaranger, e para mim o saldo total foi positivo. O primeiro não achei tão divertido, nem mesmo pela aparição da Herbaria (Hellvira no original), que apesar do visual bem bonito não era a Herbaria que estávamos acostumados. Sem ligação nenhuma com a Herbaria de Spielvan, a impressão que tivemos era que apenas aproveitaram o visual para criar uma vilã interessante. Benikiba, inicialmente apresentada como a mesma vilã do Jiraiya, também não é nada do que esperávamos, mas acho que a gente pode perdoar, já que essa nova Benikiba é uma gata. Porém, o filme tem muitas cenas de luta, o que acredito ser o melhor do filme, além de servir como prólogo para o primeiro episódio de Space Squad, que torcemos para ter as prometidas sequencias de fazer cair o queixo de qualquer fan de tokusatsu, ou mesmo apenas dos saudosistas que acompanharam parte desses heróis na Manchete. O roteiro é fraco, e a história cansativa de se assistir. Como já tínhamos ouvido falar, Herbaria só aparece nesse capítulo introdutório e é derrotada.

Já Gavan vs Dekaranger, apesar de algumas coisas me incomodarem, achei um filme bom. O roteiro é bem construído, tem mesmo estrutura de filme de cinema, mais até do que qualquer Super Hero Taisen. Já que o projeto é mais ambicioso, poderíamos esperar um CGI mais caprichado, principalmente na parte das naves, e ficamos apenas na vontade. As cenas de luta são de tirar o fôlego, mas fiquei um pouco frustrado ao saber que esse Mad Gallant, o nosso MacGaren, não era o mesmo da série do Jaspion, apenas a tecnologia de sua armadura era aproveitada, mas me consolei com a citação do herói, da tecnologia Metaltex, do planeta Edin, e especialmente os flashbacks, que embora curtos foram suficientes para empolgar muito marmanjo por aqui, especialmente no momento em que Gavan lança um ´´Espadium Laser`` em MacGaren. A participação do primeiro Gavan e a solução encontrada para se derrotar o vilão principal é válida e consegue emocionar até os mais insensíveis. O roteiro ainda apresenta alguns defeitos que não me passaram batidos, como exemplo posso citar a solução tosca que a comandante Sophie ´´encontrou`` para fazer o Gavan entrar em contato com os Dekaranger, a falta de explicação quanto ao desaparecimento do dono da empresa de fraldas, que teve uma importância crucial no plano dos vilões, a ressurreição de Satan Ghost. Este sim esperamos que seja o original, não uma cópia barata. E ninguém me convence que ele foi destruído tão facilmente quanto sugerido no final. Ah, e o fato desse novo Mad Gallant ter sobrevivido depois do ´´Espadium Laser``, tendo apenas sua armadura destruída, também achei difícil de engolir.

Esse primeiro episódio de Space Squad valeu pela nostalgia, pena nós brasileiros não podermos colaborar de maneira legal com o projeto. Foi realmente digno de ser exibido no cinema, bem melhor que o filme dos Power Rangers, com quem sofreu comparações desde o início do ano, por ser um filme de tokusatsu ´´de verdade``. Um bom presente para nós, fans saudosistas. Que o projeto engatilhe e que possamos ver, a nosso modo, outros Space Squad com mais heróis de nossa infância. Esse primeiro teve até cena pós crédito, achei uma belezura.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

O que os próximos filmes dos Power Rangers terá a oferecer?


Sou um dos que ficam na torcida para um segundo filme dos Power Ranger, que seja ainda melhor que o primeiro, o que tudo indica que vai acontecer, levando em conta o sucesso da chegada desses novos Rangers ao cinema. É claro que dessa vez queremos que seja mais objetivo, com mais ação, diferente da arrastada origem dos heróis que sofreu esse primeiro, ao menos temos a sensação de que essa obrigação já foi explorada como devia, e que enfim teremos o que mais gostamos; cenas de ação entre os Rangers e os monstros, bonecos de massa (ok, de pedregulho), a clássica fase ´´É hora de morphar``, esquadrão fixo de vilões, e que de preferência os Zords sejam reformulados, mais caprichados e com visual de brinquedo, por assim dizer, de modo que os identifiquemos como dinossauros de fato. O uniforme dos Rangers, vale também lembrar, mereciam um melhor acabamento, pois gostaríamos muito que eles representassem as criaturas pré- históricas na qual se baseavam cada um deles. No filme eles são tratados por cores, não como ´´Tiranossauro, Mastodonte``, por exemplo. Nesse primeiro filme cirurgicamente explicado, não teve grandes novidades para quem acompanhou Mighty Morphin, a primeira temporada de PR, assim como tudo que se dizia na mídia foi enfim evidenciado, Rita Repulsa realmente tinha sido o Ranger Verde que traiu os demais, inclusive Zordon, o então Ranger Vermelho, Goldar apareceu apenas como o monstro gigante feito de ouro, e Zordon é uma entidade de caráter duvidoso, beirando o individualismo, mas que no fim se mostra o ser grandiosamente respeitoso que parecia ser. Aparentemente na sequencia teremos o Tommy, o novo Ranger Verde, Rita Repulsa pode sim aparecer novamente, mas dessa vez sem tanto destaque, bem como todo um time do mal para trabalharem em equipe em seus planos malígnos, provavelmente capitaneado pelo Lord Zedd. Torceremos para que assim surjam monstros em suas versões menores dando trabalho para os Rangers só para serem detonados e aparecerem em versão gigante, tomando outro pau do grandioso Megazord, como estamos acostumados a ver. Sendo uma trilogia, a saga se encerraria com a transição do Ranger Verde para o Ranger Branco, tornando-se assim o líder da equipe, e quem sabe teremos novamente Ivan Ooze, o vilão que todos nós aprendemos a gostar? E que trabalhem melhor os personagens Trinny e Zach, mantendo as características dos personagens antigos, e escolhendo um personagem foco que tenha algo realmente interessante a acrescentar no desenvolvimento da trama, como fizeram com Billy.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Uchuu Sentai Kyuuranger - Será que agora vai?




Acho que chegou a hora de dar minha opinião sobre o mais novo Super Sentai. Não consegui assistir Ninninger além do décimo episódio, e cheguei até o episódio 21 de Zyuohger, perdendo de vez o interesse. Este último, para sua sorte ou azar, não despertou interesse nem da Saban, que decidiu não adaptá-lo para Power Rangers. Parece que a falta de criatividade andou predominando os estúdios da Toei Company nos últimos anos, e a falta de bom senso também. Sabemos que as séries são voltadas para as crianças, mas sinto que nos anos 80/ 90 os roteiros eram bem mais interessantes. Suas produções eram infantis sim, mas um infantil levado a sério, o que vemos nos Sentais atuais é mais bizarrice e comédia do que qualquer outra coisa. Tudo bem que tivesse um ou outro Sentai assim, até para dar uma variada de vez em quando e quebrar os padrões, mas um atrás do outro chega a ser sacanagem, dá pena ver desperdiçarem uniformes legais, vilões interessantes, equipamentos bem elaborados e efeitos especiais para roteiros dos tipos atuais. Em nosso tempo Goggle Five fazia o tipo engraçado, bizarro, mas os outros que passavam não. Tinha alguns episódios toscos, como por exemplo, A Fuga de Gyodai, dos Changeman, ou aquele do Ozora cantando desafinado, ou o episódio do monstro abóbora dos Flashman, fora isso as histórias não ofendiam o intelecto das crianças, tinha começo e meio bem desenvolvidos, um final cheio de mensagens positivas, tudo de acordo com a faixa etária a quem o produto se destinava. Quem diz que produções infantis podem ser babacas está totalmente equivocado, ao meu ver. Ainda em se tratando de Tokusatsu, Lion Man tinha um roteiro caprichado, Cybercop também, Metalder, isso sem contar Winspector e Solbrain, interessantíssimos se formos levar em conta que quem os consumia eram crianças. Parece que todo mundo acha que a próxima geração precisa ser de pessoas simplórias, e isso me incomoda. Bom, voltando ao Sentai em exibição, me parece que Kyuuranger vai ao menos dar uma estabilizada no negócio, o que estava precisando, já que as últimas séries não foram vistas com olhos admiradores. Inovaram bastante ao botar logo de cara nove heróis, que vão aparecendo aos poucos, e em cores não convencionais dos Super Sentais, mesclando personagens humanos com alienígenas e robôs, ideia até interessante, mas não tão nova, já que os próprios Zyuohgers não eram todos humanos. Eu estava mesmo com saudade de ver um ranger preto, e o fato de cada um ter seu tipo físico diferente, além de variação no próprio uniforme (o do azul, por exemplo, é de feltro), me agradou bastante. A verde é uma mulher, coisa recente que ainda não acostumamos (no filme dos Ninninger, aparece uma ranger verde). Pergunto a mim mesmo qual é o critério de escolha das cores em cada série Super Sentai, já que preto é uma cor que eu não via há tempos, e nunca vi uma equipe em que tenha um ranger verde e um branco, se alguém conhece, por favor, escreva nos comentários. Só acho que a equipe podia contar com mais membros femininos, ainda só temos duas garotas, além da verde temos a rosa, que é uma robô, e aparentemente a líder do grupo. O Red aqui tem se comportado como o Red ´´mobral`` que todos nós detestamos, aquele Red engraçadinho, tonto e sem o menor merecimento em ser o líder da equipe, se bem que no terceiro episódio ele deu uma melhorada mediando a paz entre os Kyuuranger e o ranger laranja escorpião, uma aparente ameaça.

O roteiro
O roteiro segue uma linha Star War, tão em voga hoje em dia por causa dos últimos filmes, uma temática espacial, o nome dos heróis baseados nas constelações tal como em Cavaleiros do Zodíaco, o que também ficou legal, pois não temos coisas do tipo em relação aos Super Sentais. Gostei do visual, das cores, o que deu um ar ´´Star Wars em sua versão infantil``, mas condizente com o estilo. Gostei das naves, dos mechas (afinal, a Toei nunca mandou mal em relação a isso), da maneira como aparecem os monstros, dos tradicionais ´´soldados`` que tem um bom destaque, diferente dos mau aproveitados Moebas do sentai anterior, das lutas armadas, dos lasers, de cada episódio ocorrer em um planeta diferente, o que torna a série interessante para a Saban aproveitá-la para a próxima série Power Ranger depois de Ninja Steel, inclusive dizem por aí que a própria Saban se intrometeu na concepção da série, o que acredito ser uma decisão acertada, pois a Toei andou muito mal ultimamente. Até mesmo a pegada meio vídeo game não me causou tanta rejeição. Se eu tenho alguma crítica a fazer é sobre o ritmo meio corrido em que as coisas acontecem, e a pouca participação dos vilões principais e explicações a respeito de suas motivações, mas nada que não possamos relevar e esperar com boa vontade o que os próximos capítulos tem a apresentar. Tem alguma ou outra bizarrice aqui e ali, mas... Vou dar uma chance a Kyuuranger e tentar assistir até o último episódio, já está no terceiro e até agora estou gostando. Tomara que melhore ainda mais e que esse Sentai salve o espírito há tanto perdido das séries da franquia. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Power Rangers vs Space Squad - Gavan vs Dekaranger

Qual será o melhor filme tokusatsu desse ano?




2017 continua prometendo bons filmes, mas não vamos falar de Homem Aranha nem de Guardiões da Galáxia. Quem curte tokusatsu vai ter a chance de assistir no cinema a reformulação dos Power Rangers, que acredito que será muito bem recebida mesmo com tantos hatters conquistados por anos e anos, e um filme épico que terá curta exibição no cinema, centrado mais para o lançamento de DVD e BD, Space Squad - Gavan vs Dekaranger, infelizmente restrito apenas ao Japão, mas com certeza logo vai estar sendo disponibilizado por uma fansub. E o que esse filme tem de tão especial? Além do embate entre os policiais espaciais Dekaranger e Gavan, o primeiro um sentai de 2004 e o segundo o primeiro herói metal hero a ser lançado, além do Gavan Type G, sua versão mais moderna, que mesmo não sendo um recurso tão inovador nos filmes da Toei Company, também marca a presença do vilão MacGaren, antagonista do Jaspion, em sua primeira aparição após o fim do seriado, em 1986. Tudo indica que ele será a principal ameaça em Space Squad, aparece todo pomposo no trailer, que ainda nos dá indícios de que seu pai Satan Goss também fará uma participação. Isso sem contar que o próprio Jaspion vai aparecer, o que já foi confirmado, mas acreditamos que apenas em sua armadura metaltex, já que o ator que fazia o herói em sua forma cívil, Hikaru Kurosaki, a anos se afastou dos holofotes. Quanto a duração de sua participação, ainda ninguém sabe. Além dos já citados, a Toei ressuscitou mais um personagem, a Benikiba, inimiga do ninja Jiraiya, que ao contrário de MacGaren, não foi morta no final da série. No entanto, é interpretada por uma atriz mais moça e seu visual foi remodelado. Ainda me pergunto qual vai ser sua história na trama, sendo ela de universo tão diferente. A tokunet pelo mundo afora vive numa rixa nessa de querer saber qual filme vai ser melhor, se Space Squad ou Power Rangers. Minha experiência com os Power Rangers ficou mesmo só na infância / adolescência, mas aceito que esse filme possa ter potencial para agradar pessoas de diferentes idades e honre o bom e velho nome dos seriados super sentai. Claro que posso me enganar, mas a produção me parece esforçada para isso. Mesmo assim, assistindo aos trailers me vejo torcendo mais para o conjunto da obra de Space Squad. 



Girls in Trouble 

Como complemento ao Space Squad teremos um filme inteiramente feminino, Girls in Trouble - Space Squad Episode Zero, contando apenas com as garotas de Dekaranger, Gavan Type e mais algumas de outras produções recentes, funcionando mais ou menos como um filme bônus, que antecede o filme original. Parece que o cenário é um só, o enredo é simples, mais mostrando que as mulheres também podem conquistar seu espaço, sem deixar de aproveitar para fazer os rapazes babarem. Imagino que o resultado seja um mix bizarro e divertido. Neste, também marca presença a personagem Herbaira, de Spielvan, a porção vilanesca de Helen, irmã de Kenji Sony. os saudosistas piram.



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Zyuohger : Impressões



Hoje assisti o segundo episódio de Doubutsu Sentai Zyuohger e agora já me sinto confiante para dar minhas impressões sobre o seriado, já que os primeiros episódios costumam ser apenas introdutórios. Bem, em se tratando do 40° sentai da franquia esperava algo não muito parecido com o anterior, Shuriken Sentai Ninninger, uma grande flopada por sinal, e em Zyuohger muita coisa me fez lembrá-lo, seja no visual do Yamato (Zyuoh Eagle), seja no encerramento coreografado, e mesmo nas bizarrices, humor pastelão e no infantilismo exagerado já recorrente nas últimas produções. Todos sabemos que o gênero se dedica especialmente às crianças, mas com toda sinceridade não acredito que para ser uma produção infantil precisa necessariamente ser boba. Uma história diferente com um roteiro preocupado em transmitir boas lições e emocionar o público alvo por anos e anos, até mesmo se eternizando em boas lembranças de tempos passados, como os tokusatsus dos anos 80/90 fizeram com todos nós, deveria ser a missão dessa série comemorativa de 40 anos, só que aparentemente não trouxeram nada de especial, nem mesmo o visual dos heróis, que mais parece um sentai chinês de tão simples. Já teve não só sentais, mas vários tokusatsus muito bons e nada tão tatibitati. Podiam ao menos dar uma roupagem mais refinada, tal como Go- Busters. O fato dos heróis serem alienígenas animalizados, com excessão de Yamato, não me incomodou, apesar de achar que, antes de adotarem formas humanas, o fato de usarem capacetes não caiu nada bem, mas até aí beleza. Nem mesmo o visual do robô, um misto de Lego com Minecraft, talvez uma escolha até interessante levando em conta o objetivo de gerar identificação com a garotada de hoje em dia. Os tempos são outros, é verdade, mas porque não adicionar itens originais, abandonar a ideia de que a comédia pastelão é o tom infantil ideal para conquistar o público almejado, apresentar um universo cativo de super heróis para aqueles que os estão descobrindo, em vez de repetir a afetação exagerada e sem próposito de Ninninger, até mesmo sabendo que não foi uma boa escolha, o que é uma pena, pois o visual dos heróis era bom, ou a Toei  company não se preocupa mais com a audiência dos seus produtos em seu país de origem? Podiam, ao menos, manter o ritmo e o estilo de ToQger, já que a ideia é não inovar e repetir clichês passados. Continuarei assistindo o seriado, des de já torcendo para que não o deixem ir ralo abaixo como fizeram com Ninninger, que trabalhem mais os personagens, os vilões, as histórias, e diminuam certos comportamentos e situações espevitadas que não acrescentam em nada. E que de alguma forma busquem gerar identificação com o pessoal que os assiste, não tanto pelo visual, como também pela história, motivações, comportamento e atitudes dos personagens.