Mostrando postagens com marcador infantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador infantil. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

O Mundo GilGil Lima


Em homenagem a esse dia que tal ouvirmos o CD desse ilustríssimo cantor (cof, cof) que vos fala? Para quem não conhece ou para quem só escutou uma vez e não lembra direito, é hora de ouvir todas as 10 músicas preparadas para você, que é criança ou para quem não é mais, mas se recusa a ser esse tipo de ser humano chato que é esse tal de adulto, como eu, por exemplo.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Ely Barbosa, um artista pouco reconhecido dos quadrinhos nacionais.


Hoje em dia ele é muito pouco lembrado, mas com certeza você já viu um trabalho dele. É dele o visual adotado pela turma do Sítio do Pica-Pau Amarelo em sua versão em desenho, de 1997 a 2001, quando a Rede Globo optou por outro estilo de traço em suas animações. Mas o que dói lembrar é que esse grande quadrinista brasileiro, aliás, não só isso, como também animador, publicitário e grande criador de conteúdo, está em total esquecimento. Antes mesmo de sua morte, em 2007, vitimado pelo Mal de Parkinson, já não se falava mais dele, isso porque o brasileiro tem mania de falar que em nosso país não temos quadrinistas de expressão, e sequer sabemos reconhecer nossos talentos de verdade. Quem tem mais de 30 anos viveu bons momentos na infância com seus personagens. Mantenho viva na minha memória as historinhas da Turma da Fofura, do Gordo, da Patrícia, personagens que para mim não ficam devendo em nada aos personagens do Maurício de Souza, por exemplo. Lembrando que nos anos 60, ao lado de Maurício de Souza, Júlio Shimamoto e Gedeone Malagola (criador de heróis nacionais, como o Raio Negro), integrou a Associação de Desenhistas de São Paulo (ADESP). Contarei agora minha experiência com as obras desse estimado autor, e a contribuição que ele deixou para minha admiração pela leitura, quadrinhos e animação.


Quando criança eu adorava ler revistinhas em quadrinhos da Turma da Fofura, gibis que dividiam minha atenção (e a disponibilidade nas bancas para o adulto que fosse buscar para mim) com a Turma da Mônica. Anos mais tarde é que fui descobrir a leitura dos quadrinhos Disney. Eu achava o gibi da Turma da Fofura tão bom quanto os do Maurício de Souza, e é curioso hoje saber que a Editora Abril o lançou em substituição aos gibis da Mônica e sua turma, que tinham migrado para a Globo. Fofura é o nome de uma coelhinha branquinha e fofinha, dentuça e de vestidinho vermelho, sendo até fácil fazer uma maliciosa analogia ao personagem mais famoso do Maurício de Souza. Faziam parte de sua turma o cachorro Lambão, o coelho Escovão, e o Nenê, que assim como o Cebolinha, também falava ´´elado``. Como podemos ver, essa turma era mesmo uma fofura. Além da Turma da Fofura, Ely Barbosa lançava pela editora os gibis de seus outros personagens, a Patrícia e o Gordo, que faziam parte de outra turminha, entre ela personagens como Terremoto, um garoto encapetado que tinha como tique produzir o ruído TTTRRRRR, Fininho, e mais outros que minha memória já não permite mais lembrar. Como desde sempre os personagens do Maurício de Souza eram grandes expoentes do sucesso do quadrinho nacional, não é difícil imaginar que os personagens de Ely Barbosa carregassem grande influência de suas obras, era possível reconhecer características semelhantes neles. Terremoto, por exemplo, sempre achei muito parecido com o Cebolinha em suas travessuras, além de acabar se ferrando bonito no final das historinhas. Mas Ely Barbosa era versátil e buscava influência não apenas em um único lugar, se baseava também nas animações que faziam sucesso na época, sem contar seu estilo próprio e a inovação em misturar personagens humanos com animais humanizados, todos eles pertencendo ao mesmo universo de fantasia.  

Bom, mas isso foi nos anos 80, e não foi nessa época que se iniciou a carreira de Ely Barbosa. Seu primeiro trabalho com quadrinhos foi desenhando para os gibis dos Trapalhões, na época da editora Bloch, nos anos 70. Cheguei a ver umas edições avulsas em alguns sebos do meu bairro de infância, e para falar a verdade nunca me interessei em conhecer. O legal mesmo era a versão mirim do quarteto, publicada também pela Editora Abril, muitos anos depois. Ainda nos anos 70 chegou a trabalhar com o Silvio Santos produzindo animações e criando personagens para publicidades. Produziu o comercial, hoje cultuado, da DDDrin, empresa especializada em controle de pragas, bem ao estilo da Insetisan, velha conhecida até mesmo de quem não foi da época. Produziu trechos de animação do filme Aventuras com Tio Maneco (1971, Flávio Migliaccio), juntamente com Ziraldo.
Mas creio que seu grande êxito artístico foi o lançamento do gibi Cacá e Sua Turma, lançado em 1977, quando decidiu desistir de trabalhar com animação e passar a se dedicar aos quadrinhos. Cacá é um cachorro simpático, e em seu gibi tinha historinhas de Lili e Dentinho, personagens já conhecidos do tempo em que trabalhava com Sílvio Santos, João Banana, Turma da Fofura, Turma do Gordo, e em sua segunda fase, os Tutti-Fruttis e os Amendoins, estes últimos de grande apelo ao público não infantil. Apesar de todo sucesso inicial, o gibi saiu de circulação em 1982.



Os primeiros quadrinhos feitos por Ely Barbosa foi para o gibi de Os Trapalhões

Em 1983 vai ao ar na Band o programa TV Tutti-Frutti, do Estúdio Elly Barbosa, com bonecos animados de seus personagens. Uma espécie de TV Colosso ou Vila Sésamo da época. O programa rendeu o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte). Pouco depois, a Rede Bandeirantes exibia Boa Noite Amiguinhos, um programinha que passava às 20:00 com uma história de até cinco minutos com os personagens da Turma da Fofura. No final, um clipe bem fofo para botar as crianças para dormir. Mais tarde estreava Fofura na TV, série de conteúdo didático, que teve uma boa projeção internacional. Esses programas me lembram um pouco os Muppets.





No começo da década de 90, os gibis de Ely Barbosa pela Editora Abril foram cancelados. O autor volta então a se dedicar à publicidade, além de publicar romances e livros infantis. Seu maior sucesso literário até hoje é Onde Estamos, publicado pela editora Paulinas. Em 2002 é relançado a coleção Sílvio Santos Para Crianças, projeto feito em parceria entre o apresentador e o desenhista nos anos 70, porém com a arte refeita.



Contudo, o que realmente aproveitei do autor foram seus quadrinhos dos anos 80 mesmo, o que para mim já é uma experiência muito estimada. Os detalhes de sua biografia e de suas obras fui me informando pouco a pouco em sondagens pela internet, e tudo que me rendeu foi a sensação de que perdemos um grande autor brasileiro de obras infantis que sequer foi prestigiado corretamente. Pois, se nos anos 70 e início dos anos 80 ele pôde ter um certo reconhecimento, nos dias de hoje ele mereceria ser relembrado, suas obras republicadas, e seu nome creditado como um dos maiores cartunistas e empresários brasileiros, ao lado de Maurício de Souza e Ziraldo. Esperaremos que, mesmo depois de sua morte, sua obra possa ser apreciada por gerações futuras, e que aprendamos a tempo que nossas obras, ao menos em termos de criação, não estão abaixo de produções como a Disney, já que dinheiro e empreendimento é bem diferente.


Um Passeio no Cometa

Ainda quando lia seus gibis, morria de vontade de ter um brinquedo da Turma da Fofura, mas não existia. Fantasiava em ver os personagens reais, em carne ou osso, mesmo em animação (ainda era muito pequeno e nem sabia que chegou a existir o Boa Noite, Amiguinhos), tal como tinha com os personagens da Turma da Mônica, pessoas reais interpretando os personagens com máscaras e fantasias em rápidas apresentações. Eis que um dia vi estampado atrás de um gibi a propaganda da peça com a Turma da Fofura chamada Um Passeio no Cometa, sendo trazida em VHS pela Globo Filmes. Não cheguei a assistir a fitinha, mas já deu para matar um pouquinho minha vontade de ver os personagens fora das páginas dos gibis apenas olhando a capa da VHS. É lógico que fiquei sonhando por um bom tempo que estava assistindo a fita, mas só pude satisfazer minha vontade dia desses, graças ao nosso querido Youtube. 



Curiosidades:

Ely Barbosa era irmão do novelista Benedito Ruy Barbosa. Os personagens do programa Oradukapeta,  apresentado por Sérgio Mallandro nos anos 80, Anjinha e Capetinha, foram criações de Ely.



terça-feira, 30 de agosto de 2016

Don't Hug Me .I'm Scared : Animação bizarra para adultos infantis


Não é só crianças que gostam de coisas fofinhas e muitos adultos tem vergonha de admitir
isso, principalmente os do sexo masculino. Existem por aí excelentes clássicos da animação que atraem tanto crianças quanto adultos, como por exemplo Uma Cilada para Roger Rabbit, que até hoje aguardamos uma sequencia, e o primeiro Shrek (os que vieram depois perderam e muito o conteúdo), e há também aquelas animações que enganam, seja por sarcasmo ou mesmo pela estética, que num primeiro momento não encontramos elementos que a identifiquem como animação adulta, como é o caso de Don't Hug Me .I'm Scared, referida nesse post. Trata-se de uma websérie composta por seis episódios, iniciada em 2011 por Joe Pelling e Rebecca Sloan, artistas ingleses que entre seus trabalhos incluem videoclipes, artes plásticas, animações e experimentalismo, que você pode conferir nesse site http://beckyandjoes.com/ . Para trabalhar a animação o casal faz uso de elastano, plástico, madeira, massa de modelar, metal, marionetes, espuma, stop motion e CGI, entre outros recursos e materiais, e devido a seu custo dispendioso e retorno inicialmente nulo, a dupla fez campanha de financiamento coletivo através do site Kickstarter e com a verba arrecadada produziram novos episódios, por isso o intervalo tão grande entre um episódio e outro. Ao que tudo indica, o sexto episódio, lançado no dia dos pais, é o episódio final, encerrando de vez seu ciclo na emblemática data 19/06/1955, tão significativa para a série, que falaremos adiante.




A série é protagonizada por três bonecos de marionete bem no estilo Vila Sésamo e os Muppets, são eles Yellow Guy, Red Guy e Duck Guy. Cada episódio é temático e apresenta um personagem diferente que canta a canção da vez, como a caderneta Sketchbook, o relógio falante Tony, a borboleta Shrignold, o ´´Super Computador`` Colin, o ídolo Malcom, ´´o Rei do amor``, e entre tantos eventuais personagens passamos a conhecer o pai de Yellow Guy, um tipo sombrio, misterioso, identificado pelo nome de Roy. As musiquinhas são contagiantes, dá vontade de cantar junto, não ficam devendo nada às canções de programas matutinos infantis, com o diferencial de ser educativo de tal maneira que faz até os adultos repensarem o conceito da vida e do universo, os deixando sentindo-se como uma criança aprendendo as letras, os números e as cores. O perigo maior é um adulto desinformado apresentar o show aos pequenos, confundindo a turminha de DHMIS com algo do tipo Peppa Pig (que aliás, faz muito desserviço para as crianças), já que as questões educativas da animação conterrânea é mais profunda e afiada. E é claro, se você é um nerd adepto de teorias conspiratórias Monarca, projeto Harpia e o escambau, é bem provável que acabe encontrando significados distorcidos dessa bizarra animação. Mas para todos os efeitos cada episódio tem sim uma lição a ser aprendida, como veremos a seguir. 



EPISÓDIO 1. TEMA: CRIATIVIDADE.

Os três amigos estão sentados à mesa do café da manhã. O calendário marca o dia 19 de junho. Curiosamente até o sexto episódio o calendário não sai desse dia, o que nos faz pensar em duas possibilidades; ou todos os episódios ocorrem em um único dia, ou os três amigos esqueceram de arrancar a folha. Não pode simplesmente ser um detalhe sem importância, pois a série tem inúmeros easter eggs espalhados cuidadosamente em cada episódio. Nesse episódio de estreia Sketchbook ensina aos garotos o quão é importante uma imaginação fértil e saudável na vida da gente, estimulando-os à atividades educativas. Alguns detalhes chamam atenção e dão margem a várias interpretações, como quando ele diz que ´´Verde não é uma cor criativa`` ou quando derrama tinta preta na pintura que Yellow Guy fazia de um palhaço, o advertindo a ir ´´mais devagar``. Recomendo que assista a todos os episódios, pois não é minha intenção spoilar ou estragar surpresa. Enfim, conforme a canção vai chegando ao final o ritmo torna-se mais frenético, os três amigos ficam mais agitados e as imagens que começam a aparecer nos fazem finalmente entender, se não tínhamos percebido antes, que a animação não é para crianças. E ainda fica a mensagem: tenha imaginação, mas dê a ela limite, saiba controlá-la. Em tudo, tudinho mesmo, simplesmente não podemos pensar.



EPISÓDIO 2. TEMA: O TEMPO

Este episódio, feito mais de dois anos depois do primeiro, enfim deu uma cara de seriado à essa macabra animação. É o episódio em que o relógio falante Tony tem sua chance de brilhar e protagoniza uma canção na qual divaga sobre o tempo e a finitude de cada um de nós. Marca também a estréia de Roy. Considero este o episódio mais cruel para os ´´adultos que não querem crescer``, jogando mais uma pá de terra no aparente tom infantil atribuído inicialmente à série.



EPISÓDIO 3. TEMA: AMOR

Apesar de logo no início ser mostrado um piquenic insalubre e provocar ânsia em estômagos mais sensíveis, considero este o episódio mais fofinho. O personagem foco dessa vez é Yellow Guy, e talvez o intuito dos criadores foi nos fazer sentir-se em sua pele, nos empurrando para uma identificação pela revolta com que certas pessoas tratam criaturas puras e inofensivas, simplesmente porque a sociedade se comporta de tal maneira. E quando eu digo que é o episódio mais fofo, não é sem razão. A canção, interpretada por uma sugestiva borboleta, é a mais bonita, mais longa e provavelmente a mais trabalhada de toda série. Yellow Guy é levado para um singelo passeio além do arco-íris, encontrando todo tipo de bichinhos fofos e criaturas cutes que existem, além de, logicamente, elementos simbólicos e easter eggs que descobrimos a cada vez que revemos o episódio. Marca também a primeira participação do ídolo Malcom, o Rei do Amor.



EPISÓDIO 4. TEMA: TECNOLOGIA

Os três amigos estão se divertindo jogando um jogo analógico, mesmo assim a ´´toda poderosa tecnologia`` quer nos provar a todo custo que ela é quem merece atenção e que é a resposta para tudo, superior ao que o globo terrestre Gilbert possa apresentar em relação ao mundo. Não é preciso pensar muito para entender que a participação do computador Colin e sua canção explicativa é na verdade uma crítica a esse mundinho virtual que todos nós estamos acostumados a viver conectados, de tão entranhada que essa cultura está em nossa mente. Se os episódios ocorrem todos no mesmo dia, este se passaria no avançar da tarde, entre o almoço e o jantar. Apesar de que, em muitos momentos, é deixado claro que tudo não passa de um mero espetáculo de marionete, a ficção se confunde com a realidade e Red Guy, teoricamente o personagem mais velho, não se deixa levar pela automatização de seus companheiros. Mas como podemos imaginar, se você está sozinho não consegue parar a dança. Ou enlouquece ou é varrido da sociedade.



EPISÓDIO 5. TEMA: ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Realmente o seriado não foge à regra quando o assunto é teatro de marionete, títeres, fantoches, fantasias ou bonecos automatizados. Tanto para o público infantil quanto para o adulto, a forma é a mesma. Como um espetáculo teatral que faz uso da quebra da quarta parede. Devido a tantas alegorias, não levamos a sério a morte de Red Guy no episódio anterior. Dessa vez o episódio começa com apenas Yellow Guy e Duck Guy sentados à mesa, mas nada se diz relacionado à morte do terceiro companheiro. Porém, imagens rapidamente projetadas na geladeira deixam o espectador refletindo a respeito disso, claro que em muitos casos é preciso assistir mais de uma vez para poder captar essas mensagens. O episódio fala da nossa alimentação do dia dia, muitas vezes calórica, pouco saudável, o paladar e a praticidade sobrepondo-se aos alimentos naturais que nos fazem tanto bem. O ´´personagem convidado da vez`` é uma costeleta de carneiro gigante, simpática e cheia de vísceras, juntamente com Bread Boy e alguns enlatados ´´antropofágicos``, que cantam a música tema. Será que temos realmente ideia do que estamos comendo, sendo que, na maioria das vezes, seguimos um padrão cultural em nossa dieta? Será mesmo natural comermos determinados tipos de animais enquanto temos alguns em nossas casas que são nossos maiores companheiros?



EPISÓDIO 6. TEMA: SONHOS

Episódio derradeiro da série. Sim, parece que realmente Red Guy e Ducky Guy se foram, deixando Yellow Guy sozinho e desolado. Não gostei do tom melancólico e pessimista do início do episódio, mas enfim, já é noite, hora de dormir, e um novo personagem aparece, o Abajur cantante, falando sobre os sonhos, e Yellow Guy, de saco cheio de tudo isso, é obrigado a embarcar nessa viagem louca e inevitável, como de praxe. Eis que de repente, quem aparece? Red Guy, trabalhando em um emprego normal levando uma vida normalzinha, numa cidade de seres de sua espécie. Ele até se apresenta em uma casa noturna cantando a música tema do primeiro episódio, mas ninguém acha muita graça e o coitado é vaiado. Além de Red Guy, outro personagem icônico reaparece, Roy, o pai esquisito do Yellow Guy. Red Guy descobre uma máquina que, ao que parece, fabrica sonhos, e passa um tempinho brincando com ela. Referências aleatórias aos episódios anteriores surgem deliberadamente ao longo da cena. Roy demonstra não estar gostando nada da intromissão de Red e tenta fazê-lo parar até que, sendo parte de um sonho ou não, a máquina traz os três companheiros juntos novamente, dessa vez em cores trocadas (as cores preferidas de cada um, como mostrado no primeiro episódio), em um novo dia; não é mais 19/06 e sim 20/06, e Sketchbook ganha vida novamente, prestes a iniciar a musiquinha da imaginação do primeiro episódio, reiniciando a rotina dos três. Final até então otimista, mas o episódio é nonsense demais e me recuso a aceitá-lo como episódio final. Seria Roy um vilão? Definitivamente queremos mais DHMIS.

DHMIS é ima websérie independente, feita exclusivamente para sites de vídeos, como Youtube e Vimeo, seus vídeos estão cada vez mais viralizados e conquistando uma enorme gama de fans, e todo esse mérito a torna ainda mais importante. Se tiver a merecida chance de crescer, com certeza teríamos mais episódios, temporadas, longas para cinema, DVD´s e exibição em TV por assinatura, mas des de já torceremos para que não ´´suavizem`` os elementos que fazem a série ser o que é. E principalmente, que não a tornem um show infantil. Que continue na Internet pelo menos, mas que tenha vida longa e próspera, que consiga patrocínios, quem sabe numa Web TV, com dublagens em outros idiomas e tudo o mais. O mais importante para decolar a série tem de sobra; diferencial e criatividade.