quinta-feira, 13 de julho de 2017

Um Homem Aranha que esperávamos, mas que ainda não supera o de 2002



Até que enfim um filme bom do Aranha, tal como esperávamos a muito tempo. Mas ainda prefiro Tobey Maguire vivendo o herói, ainda considero a trilogia de Sam Raimi imbatível, mesmo o terceiro filme tendo tantos hatters o vejo como um bom filme, embora não sendo perfeito. Em De Volta ao Lar Peter deixa de ser aquele nerd solitário e tem uma turma de amigos nerds, já numa fase boa nesses tempos atuais em que ser nerd não é ser sofredor, é cult, Big Bang Theory está aí para provar isso. Inclusive o valentão da escola que vivia fazendo bullyng com Peter é também um nerd nessa nova versão, e isso me causou estranhamento, o ator parece até um indiano. Tia May agora é uma senhora enxuta, mais até que a anterior, tio Ben sequer é arranhado, Peter aparentemente tem dificuldade em usar os poderes que lhe foram conferidos pela picada da aranha radioativa, nada de sensor de aranha, parece que o traje realmente é tudo para ele, como não devia ser, afinal ele não é um Homem de Ferro mais novo, e aquela vozinha feminina falando com ele o tempo todo tal como o Jarvis também incomodou. Mas o roteiro é bom, e como Peter aprende e mostra no final, ele é bem mais que o uniforme a despeito do que pensava. Michael Keaton fez um Abutre que não decepcionou, trabalhado em um tom ideal, porém é exagero dizer que foi um vilão como nenhum outro da Marvel conseguiu ser nos últimos anos, como está sendo normal ouvir por aí. Torceremos para que o próximo vilão seja o Duende Verde, desta vez de maneira acertada, já que temos razões para acreditar no bom senso de quem está por trás deste novo aracnídeo. Ainda estão nos devendo um interesse amoroso familiar ao Peter, nada de nerds esquisitas, ou ao menos que lembre minimamente as personagens que estamos acostumados, uma nova versão do Harry sem necessariamente ser um nerd, e a inclusão aqui e ali de outro herói Marvel, além do Homem de Ferro. Falando em Tony Stark, ele aparece de forma dosada, não ofuscando o Homem Aranha de Tom Holland em momento algum, como temíamos vendo os trailers. Obrigado Marvel. Mas por favor, que o próximo traje seja menos incrementado, ao que parece o herói vai se tornar mais livre e menos dependente da tecnologia e direcionamento do Stark, e assim vamos ter um Homem Aranha mais completo, que age sozinho, além de começar a trabalhar no Clarim, se interessando pelo ofício da fotografia, não em vlogs, afinal de contas hoje todo mundo faz vídeo para o Youtube e isso não conta como fotografia. Ou será que pensam que sim?

terça-feira, 11 de julho de 2017

Space Squad Gavan vs Dekaranger - Crítica COM SPOILER

Porque o nome Gavan vs Dekaranger? Os heróis não lutaram entre si, pelo contrário, se juntaram para uma causa em comum, apesar de alguns tropeções pelo caminho.

Acabei de assistir Girls in Trouble e Gavan vs Dekaranger, e para mim o saldo total foi positivo. O primeiro não achei tão divertido, nem mesmo pela aparição da Herbaria (Hellvira no original), que apesar do visual bem bonito não era a Herbaria que estávamos acostumados. Sem ligação nenhuma com a Herbaria de Spielvan, a impressão que tivemos era que apenas aproveitaram o visual para criar uma vilã interessante. Benikiba, inicialmente apresentada como a mesma vilã do Jiraiya, também não é nada do que esperávamos, mas acho que a gente pode perdoar, já que essa nova Benikiba é uma gata. Porém, o filme tem muitas cenas de luta, o que acredito ser o melhor do filme, além de servir como prólogo para o primeiro episódio de Space Squad, que torcemos para ter as prometidas sequencias de fazer cair o queixo de qualquer fan de tokusatsu, ou mesmo apenas dos saudosistas que acompanharam parte desses heróis na Manchete. O roteiro é fraco, e a história cansativa de se assistir. Como já tínhamos ouvido falar, Herbaria só aparece nesse capítulo introdutório e é derrotada.

Já Gavan vs Dekaranger, apesar de algumas coisas me incomodarem, achei um filme bom. O roteiro é bem construído, tem mesmo estrutura de filme de cinema, mais até do que qualquer Super Hero Taisen. Já que o projeto é mais ambicioso, poderíamos esperar um CGI mais caprichado, principalmente na parte das naves, e ficamos apenas na vontade. As cenas de luta são de tirar o fôlego, mas fiquei um pouco frustrado ao saber que esse Mad Gallant, o nosso MacGaren, não era o mesmo da série do Jaspion, apenas a tecnologia de sua armadura era aproveitada, mas me consolei com a citação do herói, da tecnologia Metaltex, do planeta Edin, e especialmente os flashbacks, que embora curtos foram suficientes para empolgar muito marmanjo por aqui, especialmente no momento em que Gavan lança um ´´Espadium Laser`` em MacGaren. A participação do primeiro Gavan e a solução encontrada para se derrotar o vilão principal é válida e consegue emocionar até os mais insensíveis. O roteiro ainda apresenta alguns defeitos que não me passaram batidos, como exemplo posso citar a solução tosca que a comandante Sophie ´´encontrou`` para fazer o Gavan entrar em contato com os Dekaranger, a falta de explicação quanto ao desaparecimento do dono da empresa de fraldas, que teve uma importância crucial no plano dos vilões, a ressurreição de Satan Ghost. Este sim esperamos que seja o original, não uma cópia barata. E ninguém me convence que ele foi destruído tão facilmente quanto sugerido no final. Ah, e o fato desse novo Mad Gallant ter sobrevivido depois do ´´Espadium Laser``, tendo apenas sua armadura destruída, também achei difícil de engolir.

Esse primeiro episódio de Space Squad valeu pela nostalgia, pena nós brasileiros não podermos colaborar de maneira legal com o projeto. Foi realmente digno de ser exibido no cinema, bem melhor que o filme dos Power Rangers, com quem sofreu comparações desde o início do ano, por ser um filme de tokusatsu ´´de verdade``. Um bom presente para nós, fans saudosistas. Que o projeto engatilhe e que possamos ver, a nosso modo, outros Space Squad com mais heróis de nossa infância. Esse primeiro teve até cena pós crédito, achei uma belezura.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Elenco brasileiro de Game of Thrones

GOT vem chegando em sua 7ª temporada esse mês e com isso não se fala em outra coisa. Enquanto aguardamos, e já entrando na onda, estive aqui imaginando como seria o elenco de Got se fosse filmado no Brasil. Não fui muito longe, pensei apenas nos personagens mais recorrentes da 1ª temporada, e sei também que a ideia não é nova, mas se alguns atores imaginados para sua versão brasileira ficaram bem parecidos com os originais, outros achei que não combinavam nem um pouco. Enfim, fiz minha escalação, comentem o que acharam e se vale a pena fazer com personagens de outras temporadas.


                                                Klara Castanho como Arya Stark

Renato Cavalcanti como Bran Stark

Vladimir Brichita como Sandor Clegane

Denise Del Vecchio como Catelyn Stark

Alexia Dechamps como Cersei Lannister

 Mariana Ximenez como Daenerys Targaryen

Reynaldo Gianecchini  como Petyr Baelish

Lully de Verdade (Youtuber) como Goiva

Miguel Nader como Hodor

 Henri Castelli como Jaime Lannister

Caio Paduan como Jon Snow

Vítor Thiré como Joffrey Baratheon

Marcello Novaes como Jorah Mormont

 Juliano Cazarré como Khal Drogo

Lícurgo Spínola como Eddard stark

Rafinha Bastos como Renly Baratheon

Klebber Toledo como Robb Stark

Charles Paraventi como Robert Baratheon

Totoro como Samwell Tarly

Marina Ruy Barbosa como Sansa Stark

 João Velho como Theon Greyjoy

Herson Capri como Tywin Lannister 

Giovanni Venturini como Tyrion Lannister

Marcelo taz como Varys

 Rafael Vitti como Viserys




quarta-feira, 28 de junho de 2017

Já inventaram os ``Novos Trapalhões`` antes



Recentemente tem circulado a notícia de que uma nova versão de Os Trapalhões será lançada no dia 17 de julho no canal Viva, tendo no elenco, além dos Trapalhões remanescentes originais, o filho do Mussum e o Gui Santana, ex Pânico, que para mim foram as melhores opções para integrar a recente versão do quarteto. Os outros dois, Lucas Veloso e Bruno Gissoni, ainda não consigo reconhecê-los como bons sucessores. Não creio que o quarteto merecesse um remake, afinal, em clássico não se mexe, apenas deveria ter seus quadros todos reexibidos na programação do Viva. Esse remake provavelmente veio na onda da Nova Escolinha, que acabou se tornando mais uma homenagem do que qualquer outra coisa. Se essa nova versão vai ficar legal ou não, pouco importa, o que não devemos é nos esquecer que Os Tapalhões já tiveram uma nova versão, mesmo não reconhecida, o que acredito veementemente não ser o único a pensar desse jeito. E essa versão não é nem brasileira.

Big Bang Theory acabou se tornando o quarteto cômico que supriu a ausência de Os Trapalhões na TV que sentíamos desde a infância. Seus personagens não são sucessores oficiais, mas consigo reconhecer características de todos os quatro Trapalhões em cada um deles, o que pode ser coincidência ou não. Pode até mesmo ser que os criadores do seriado americano, Chuck Lorre e Bill Prady, tenham assistido alguns quadros desse nosso humorístico e tenham sido influenciado ao criar a personalidade dos quatro nerds principais, por que não? E com a série ainda em exibição, para que assistir a esse despropositado remake, pergunto eu.

 Didi Mocó x Sheldon Cooper 

Bem ou mal, sendo amado ou detestado, é o personagem principal do quarteto. Antissocial, consegue se divertir sozinho, irritante, cheio de manias, irrita os amigos, deus e o mundo e  mesmo assim acaba tirando proveito dessas qualidades. E é impossível imaginar o seriado sem eles.
 Dedé Santana x Leonard Hofstadter 

Não é tão engraçado como os outros, muitos diriam que são personagens escadas, mas na verdade são tão importantes quanto os demais. Faz o estilo correto, pouco afeito a brincadeiras e gozações, está sempre fazendo duplinha com o personagem principal, mas acaba fazendo papel de trouxa e vítima das maluquices de seus companheiros. 

  Mussum x  Howard Wolowitz

Farrista, mulherengo e contador de histórias. Pelo menos nas primeiras temporadas Wolowitz era assim. Mesmo que não fossem necessariamente sortudos com as mulheres, os dois não perdiam a oportunidade de apreciar o material, se aproximar vez em sempre mesmo as afastando, cheios de truques na manga para tentar impressionar.
Zacarias x Rajesh Koothrappali

Tímido com as mulheres, é também o mais meigo e fofinho dos quatro. Se a princípio sua aparente fragilidade põe em dúvida sua masculinidade, ele não tarda a provar que é sim um admirador do sexo oposto, e até se dá bem de vez em quando... claro que se a moça der em cima dele primeiro, por que não tem coragem nem de iniciar uma aproximação.

E vocês, o que acham da minha teroria?


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Melhor filme da DC desde O Cavaleiro das Trevas Ressurge



Não entendo a mania de certos críticos não estarem satisfeitos com nada. De longe Mulher Maravilha é o filme que a DC precisava ter feito há tempos. Depois deste, o segundo melhor foi Batman vs Superman, não a versão para cinema, e sim a estendida. Mulher Maravilha tem todos os componentes que um bom filme de origem de herói deve ter, desde a escolha do elenco, um roteiro funcional e cheio de ação, à muita cena de luta no final, um dos principais motivos de tanto crítico sentir-se incomodado, pois aparentemente pensavam em um filme mais cult que fugisse dos padrões de um filme estilo Marvel, mas devemos lembrar que as cenas de porrada não podiam jamais serem deixadas de lado, e que o filme não é feito apenas para quem sabe tudo dos quadrinhos, e sim é cinema pipoca, entretenimento para toda família. A DC não ia mais arriscar em fazer uma coisa diferente e amargar uma nova derrota. A única reclamação que tenho a esse filme é a falta de cena pós crédito. Além de tudo, é um filme bem diferente por se tratar de uma super heroína, e que, a bem da verdade, nunca teve um filme decente sobre super heroínas, pelo menos não nas últimas décadas. O filme tira de letra sem ser machista, sem sexualizar o gênero feminino, e sem ser feminista, apenas um filme de ação e pouca falação, mostrando que elas não ficam devendo em nada, tirando um e outro comentário sexista inevitável que mostra o quanto os homens podem ser incovenientes. Mais que isso, é um filme que trouxe várias meninas ao cinema as fazendo se interessar em produções cinematográficas de heróis, o que é bem positivo, já que antes crianças que se interessavam por filmes do tipo eram sempre meninos.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Kyutama dancing sofreu censura e teve parte modificada


Kyutama dancing, música de encerramento de Uchuu Sentai Kyuranger, tem uma coreografia bem interessante, e isso acaba fazendo o encerramento do sentai atual ser considerado por muitos como um dos melhores, inclusive por mim, e olha que eu não era fan de encerramento com dancinha. Isso porque, em determinado trecho, os heróis fazem gestos obscenos com toda naturalidade, mesmo em apresentações infantis, e me pergunto se os realizadores da coreografia ou são ingênuos demais para perceberem algum tipo de malícia, ou se são sem noção mesmo. Tente imaginar se fosse moda hoje em dia essas produções na TV brasileira, como as crianças receberiam essa tal inovadora dança, o que ia ter de criança zoando, fazendo nas escolas, despertando atenção de pais e mestres, provocando censura, textão na Internet e essa coisa toda. Mesmo para os padrões de nossa cultura, devemos lembrar que é um seriado feito para as crianças, e que os tempos são outros. Não à toa, a dancinha sofreu uma alteração, mostrando que tanto do outro lado do mundo como por aqui as coisas até que são parecidas. Provavelmente os pais acharam essa dança no mínimo ousada para não dizer outra coisa, e os passinhos agora já não tem mais duplo sentido. Para quem não conhece ou não tem ideia do que estou falando, assista as duas versões da coreografia, a antiga e a atual, e comprove que a substituição veio a calhar. 
Obs: Problemas com direitos autorais podem fazer os vídeos não ficarem disponíveis por muito tempo. Talvez por isso não consegui encontrar a primeira versão do encerramento do próprio seriado.

Antiga versão:



Nova versão:



Não sou um cara chato, politicamente correto ou qualquer dessas coisas, mas acontece que, nessa sociedade que vivemos, tudo é motivo para virar chacota, piada ou mesmo processo, portanto é melhor tomar cuidado com dúbias interpretações. Será que aqueles malucos que fazem sites de teorias da conspiração, Anti NOM, Illuminati, essas coisas, não descobriram essa coreografia? Prato feito para eles dizerem que estão cada vez mais implementando sexualidade em produções infantis, tudo subliminarmente, para deixar as crianças familiarizadas com pornografia e obscenidade gratuita, neste terreno que está sendo preparado pelos poderosos inescrupulosos que em breve será denominado como A Nova Ordem Mundial. ha,ha,ha,ha,ha,ha,ha,ha,ha!!!!



segunda-feira, 24 de abril de 2017

Bem melhor que o original



Vou dar o braço a torcer. Power Rangers: Ninja Steel é bem melhor que Shuriken Sentai Ninninger.
É a primeira vez que consigo achar uma adaptação da Sabam melhor que o sentai original, mas é por aí mesmo. Ninninger foi uma série horrível, e quem assistiu alguns episódios sabe bem do que estou falando. A nova série Power Rangers, exibida pela Nick EUA, foi interrompida em seu oitavo episódio, não sei exatamente porque, apenas que continuará no semestre seguinte. Dos episódios que foram exibidos até então, os dois últimos estou achando bem difícil encontrar para assistir. Mas essa temporada é muito boa, espero de coração que continue, nem parece que aproveitaram apenas o visual para criar uma série totalmente nova, tem cara mesmo de remake, e um remake melhorado. O vermelho, Brody, tem toda uma explicação para ser um cara infantil e esquisito, já que passou os últimos dez anos longe de nossa civilização terrena, além de também ter feito parte de uma família ninja. O azulzinho, Preston, é mesmo um mágico de quinta categoria que faz apresentações tosquíssimas no colégio, além dos outros personagens, todos bem carismáticos, com destaque da brasileira Chrystiane Lopes como Sarah, a Ranger Rosa. É interessante ver o robô de Brody, RedBot, ser bem parecido com o Zord que ele pilota, e outros elementos que fazem Power Ranger continuar sendo a franquia que sempre foi, como o humor ingênuo e o espírito adolescente. Micky Kanic então, está se saindo meu mentor favorito. Recomendo essa série, que nos dá a impressão que ao menos Ninninger pôde ser aproveitado para uma coisa boa. Estreará em nossa terra em junho, no Cartoon Network

O que os próximos filmes dos Power Rangers terá a oferecer?


Sou um dos que ficam na torcida para um segundo filme dos Power Ranger, que seja ainda melhor que o primeiro, o que tudo indica que vai acontecer, levando em conta o sucesso da chegada desses novos Rangers ao cinema. É claro que dessa vez queremos que seja mais objetivo, com mais ação, diferente da arrastada origem dos heróis que sofreu esse primeiro, ao menos temos a sensação de que essa obrigação já foi explorada como devia, e que enfim teremos o que mais gostamos; cenas de ação entre os Rangers e os monstros, bonecos de massa (ok, de pedregulho), a clássica fase ´´É hora de morphar``, esquadrão fixo de vilões, e que de preferência os Zords sejam reformulados, mais caprichados e com visual de brinquedo, por assim dizer, de modo que os identifiquemos como dinossauros de fato. O uniforme dos Rangers, vale também lembrar, mereciam um melhor acabamento, pois gostaríamos muito que eles representassem as criaturas pré- históricas na qual se baseavam cada um deles. No filme eles são tratados por cores, não como ´´Tiranossauro, Mastodonte``, por exemplo. Nesse primeiro filme cirurgicamente explicado, não teve grandes novidades para quem acompanhou Mighty Morphin, a primeira temporada de PR, assim como tudo que se dizia na mídia foi enfim evidenciado, Rita Repulsa realmente tinha sido o Ranger Verde que traiu os demais, inclusive Zordon, o então Ranger Vermelho, Goldar apareceu apenas como o monstro gigante feito de ouro, e Zordon é uma entidade de caráter duvidoso, beirando o individualismo, mas que no fim se mostra o ser grandiosamente respeitoso que parecia ser. Aparentemente na sequencia teremos o Tommy, o novo Ranger Verde, Rita Repulsa pode sim aparecer novamente, mas dessa vez sem tanto destaque, bem como todo um time do mal para trabalharem em equipe em seus planos malígnos, provavelmente capitaneado pelo Lord Zedd. Torceremos para que assim surjam monstros em suas versões menores dando trabalho para os Rangers só para serem detonados e aparecerem em versão gigante, tomando outro pau do grandioso Megazord, como estamos acostumados a ver. Sendo uma trilogia, a saga se encerraria com a transição do Ranger Verde para o Ranger Branco, tornando-se assim o líder da equipe, e quem sabe teremos novamente Ivan Ooze, o vilão que todos nós aprendemos a gostar? E que trabalhem melhor os personagens Trinny e Zach, mantendo as características dos personagens antigos, e escolhendo um personagem foco que tenha algo realmente interessante a acrescentar no desenvolvimento da trama, como fizeram com Billy.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Uchuu Sentai Kyuuranger - Será que agora vai?




Acho que chegou a hora de dar minha opinião sobre o mais novo Super Sentai. Não consegui assistir Ninninger além do décimo episódio, e cheguei até o episódio 21 de Zyuohger, perdendo de vez o interesse. Este último, para sua sorte ou azar, não despertou interesse nem da Saban, que decidiu não adaptá-lo para Power Rangers. Parece que a falta de criatividade andou predominando os estúdios da Toei Company nos últimos anos, e a falta de bom senso também. Sabemos que as séries são voltadas para as crianças, mas sinto que nos anos 80/ 90 os roteiros eram bem mais interessantes. Suas produções eram infantis sim, mas um infantil levado a sério, o que vemos nos Sentais atuais é mais bizarrice e comédia do que qualquer outra coisa. Tudo bem que tivesse um ou outro Sentai assim, até para dar uma variada de vez em quando e quebrar os padrões, mas um atrás do outro chega a ser sacanagem, dá pena ver desperdiçarem uniformes legais, vilões interessantes, equipamentos bem elaborados e efeitos especiais para roteiros dos tipos atuais. Em nosso tempo Goggle Five fazia o tipo engraçado, bizarro, mas os outros que passavam não. Tinha alguns episódios toscos, como por exemplo, A Fuga de Gyodai, dos Changeman, ou aquele do Ozora cantando desafinado, ou o episódio do monstro abóbora dos Flashman, fora isso as histórias não ofendiam o intelecto das crianças, tinha começo e meio bem desenvolvidos, um final cheio de mensagens positivas, tudo de acordo com a faixa etária a quem o produto se destinava. Quem diz que produções infantis podem ser babacas está totalmente equivocado, ao meu ver. Ainda em se tratando de Tokusatsu, Lion Man tinha um roteiro caprichado, Cybercop também, Metalder, isso sem contar Winspector e Solbrain, interessantíssimos se formos levar em conta que quem os consumia eram crianças. Parece que todo mundo acha que a próxima geração precisa ser de pessoas simplórias, e isso me incomoda. Bom, voltando ao Sentai em exibição, me parece que Kyuuranger vai ao menos dar uma estabilizada no negócio, o que estava precisando, já que as últimas séries não foram vistas com olhos admiradores. Inovaram bastante ao botar logo de cara nove heróis, que vão aparecendo aos poucos, e em cores não convencionais dos Super Sentais, mesclando personagens humanos com alienígenas e robôs, ideia até interessante, mas não tão nova, já que os próprios Zyuohgers não eram todos humanos. Eu estava mesmo com saudade de ver um ranger preto, e o fato de cada um ter seu tipo físico diferente, além de variação no próprio uniforme (o do azul, por exemplo, é de feltro), me agradou bastante. A verde é uma mulher, coisa recente que ainda não acostumamos (no filme dos Ninninger, aparece uma ranger verde). Pergunto a mim mesmo qual é o critério de escolha das cores em cada série Super Sentai, já que preto é uma cor que eu não via há tempos, e nunca vi uma equipe em que tenha um ranger verde e um branco, se alguém conhece, por favor, escreva nos comentários. Só acho que a equipe podia contar com mais membros femininos, ainda só temos duas garotas, além da verde temos a rosa, que é uma robô, e aparentemente a líder do grupo. O Red aqui tem se comportado como o Red ´´mobral`` que todos nós detestamos, aquele Red engraçadinho, tonto e sem o menor merecimento em ser o líder da equipe, se bem que no terceiro episódio ele deu uma melhorada mediando a paz entre os Kyuuranger e o ranger laranja escorpião, uma aparente ameaça.

O roteiro
O roteiro segue uma linha Star War, tão em voga hoje em dia por causa dos últimos filmes, uma temática espacial, o nome dos heróis baseados nas constelações tal como em Cavaleiros do Zodíaco, o que também ficou legal, pois não temos coisas do tipo em relação aos Super Sentais. Gostei do visual, das cores, o que deu um ar ´´Star Wars em sua versão infantil``, mas condizente com o estilo. Gostei das naves, dos mechas (afinal, a Toei nunca mandou mal em relação a isso), da maneira como aparecem os monstros, dos tradicionais ´´soldados`` que tem um bom destaque, diferente dos mau aproveitados Moebas do sentai anterior, das lutas armadas, dos lasers, de cada episódio ocorrer em um planeta diferente, o que torna a série interessante para a Saban aproveitá-la para a próxima série Power Ranger depois de Ninja Steel, inclusive dizem por aí que a própria Saban se intrometeu na concepção da série, o que acredito ser uma decisão acertada, pois a Toei andou muito mal ultimamente. Até mesmo a pegada meio vídeo game não me causou tanta rejeição. Se eu tenho alguma crítica a fazer é sobre o ritmo meio corrido em que as coisas acontecem, e a pouca participação dos vilões principais e explicações a respeito de suas motivações, mas nada que não possamos relevar e esperar com boa vontade o que os próximos capítulos tem a apresentar. Tem alguma ou outra bizarrice aqui e ali, mas... Vou dar uma chance a Kyuuranger e tentar assistir até o último episódio, já está no terceiro e até agora estou gostando. Tomara que melhore ainda mais e que esse Sentai salve o espírito há tanto perdido das séries da franquia. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

50 Tons Mais Escuros deveria passar nas tardes do SBT


Vamos falar sobre o filme 50 Tons Mais Escuros. Antes de tudo, vamos lembrar que a proposta da série literária que o deu origem é sim inovadora. Antes dela, o que tínhamos de mais parecido com o tema a nível mundial é o clássico A História de O, da autora francesa Anne Desclos, que o escreveu sob o pseudônimo de Pauline Réage, romance erótico de sadomasoquismo lançado em 1954, rendendo diversas adaptações desde que foi traduzido para grande parte do mundo. Claro que em se tratando de 50 Tons de Cinza tudo é mais plastificado, mais moderno culturalmente, para atingir um público mais amplo sem erro de interpretação, e até mesmo quem ama falar mal está vendo todos os filmes, se bem que são mais leves que os livros. As pessoas de hoje já não se impressionam tanto pelo estético e sim pelo psicológico, o que o livro tem de melhor, mas talvez a proposta inicial da história não tenha sido bem aproveitada nem nas páginas nem nas telas, que é a relação amorosa não convencional entre pessoas de sexo diferente, de maneira saudável. Se a obra de E. L. James começou como uma fanfic de Crepúsculo, seguiu por um caminho de romance adulto doentio e bizarro, longe de ser o relacionamento sadomasoquista como as pessoas, algumas delas até acompanhando as obras, pensam. Temos um filme interessante sobre isso, Secretária (Steven Shainberg, 2002), que todo mundo que conheceu 50 Tons deve assistir. Estrelado por Maggie Gyllenhaal e James Spader, que coincidentemente (ou não)  também interpreta um tal mr Grey, Secretária é um filme de romance entre um advogado excêntrico e dominador e sua submissa secretária, moça problemática com histórico de tentativa de suicídio que precisa se reabilitar à sociedade, descobrindo-se novamente satisfeita com a vida ao mergulhar em um relacionamento de perversão e jogos de dominação propostos por seu chefe, com o qual passa a viver junto no final, tornando-se felizes para sempre. O filme comete as mesmas falhas de 50 Tons de Cinza, como veremos adiante, mas não é levado a sério, soa mais como uma comédia romântica bizarra com momentos picantes do que com qualquer outra coisa, por isso o tom é mais leve e podemos perdoar. Quanto aos filmes adaptados dos livros de E. L. James, se a princípio é difícil encontrar um tom que o identifique, veremos juntos alguns aspectos que devem ser levados em conta para que não percamos a linha de raciocínio para os filmes seguintes. Ou mesmo achar a que nunca foi encontrada, como muitas pessoas por aí que não sabiam se riam, se choravam ou se se emocionavam.
Antes de tudo, 50 Tons Mais Escuros é uma novela mexicana. Sim, tipo aquelas que passam de tarde no SBT. Pense assim que não vai ter erro de interpretação. Até o nome é cafoninha igual. Temos uma mocinha singela e indefesa que poderia perfeitamente ser chamada de Carmen Adelita, um mega empresário jovem, machão, bonitão e conquistador que podia se chamar Juan Manoel, temos uma vilã de meia idade que é até bonitona, mas muito ruim, mesmo que sua ruindade se limite a destilar veneno, cenas de acidente dramático, vilã problemática e perigosa, chefe cafajeste, vilanesco e metido a conquistador barato, cenas de ciúme, tapa na cara, bebida na cara e casamento chique e cafona como toda produção de novela da televisa tem direito. A relação sadomasoquista é um tempero adicional, como as picardias também. As cenas de sexo, salvo algumas prática excessivas e desnecessárias, não chegam a incomodar, apenas enaltece o amor caliente que jorra do casal. E é justamente nessa relação carnal dos dois que as esquisitices de Christian Grey torna-se um mal a ser combatido, que tanto atrapalha a felicidade plena do casal, pois como sabemos, sexo é muito importante na relação de um casal jovem. Ana não é a moça submissa que Christian desejava que fosse, mas o rapaz é tão bom de traquejo que acaba a fazendo concordar com algumas coisinhas aqui e ali, desde que o clima esteja gostoso e ele faça com jeitinho, sem nem precisar pedir. Mas, como o próprio tal diz, ele não é necessariamente um dominador. O rapaz teve problemas com a mãe usuária de drogas e o pai agressivo, muitas vezes a mãe acabava queimando seu peito e sua barriga com cigarro quando o carregava no colo quando bebê, suas queimaduras não o deixam esquecer disso, tornando-se o limite para os toques, os beijos e carícias de Ana, devidamente demarcadas com batom. Na verdade ele é um sádico, como em suas próprias palavras, e seu prazer em humilhar, infringir dor e sofrimento nas mulheres é para ´´se sentir vingado de todas as mulheres que lhe lembram sua mãe``. Como podemos ver, a pimentinha sadomasoquista que podia ser usada para dar um up grade na relação de qualquer casal, desde que bem empregada, na verdade é um distúrbio, uma patologia, um problema psicológico, e isso ajuda a gerar uma certa intolerância sexual e preconceito quanto a quem gosta desse tipo de prática. Se você quer um estudo acerca do relacionamento BDSM (Bondage, dominação, sadismo e masoquismo) passe longe da série, senão você vai passar raiva. Esse estilo de vida e sexualidade é simplesmente tratado como um comportamento doentio que tanto atrapalha a vida de uma pessoa e tem de ser corrigido imediatamente, seja com tratamento psicológico ou mesmo religião.
Aceite estereótipos e lugares comum. Alguém sempre vai se submeter aos jogos de dor e dominação de Christian, seja uma garota qualquer, ou seja a própria Ana. Por que? Ora, o cara é O CARA. Rico, jovem, bem sucedido, bem arrumado, boa pinta, etc e tal. Do contrário, quem se sujeitaria às humilhações que o homem propõem? O livro ensina que (a culpa é sempre do livro) para ser um dominador você tem que ser o bambambam apessoado, e que qualquer um jamais pode ser um dominador. Fica surreal, a maioria dos homens não é igual o Christian Grey, fazer brincadeiras de dominação passa a se tornar um desejo bem difícil de se realizar. Aquele tal quarto de jogos, mais conhecido como Quarto Vermelho da Dor é um requinte sem tamanho, que passa longe da realidade. Por mais endinheirado que o homem fosse e por mais fan que fosse de sadomasoquismo, teria um ou outro objeto para usar em suas brincadeiras, não aquilo tudo. Fica parecendo que na verdade esse Christian Grey é um garoto de programa. Ou então, sonha ser dono de motel. Aposto que tem coisa ali que ele nem lembraria de usar. Uma coisa que fico pensando é em como seria se a Ana Steele dominasse Grey, será que teria história para contar? Ah, não dá, né? A história tem seu público alvo feminino e todos nós sabemos como nossa sociedade é machista. Além disso, eles são de posições diferentes, e isso implicaria na aceitação da história. Mas tem uma ceninha aqui e ali em que ele parece perder a identidade e decidido a aceitar se manterem em posição de igualdade para um bem em comum, o amor que existe entre os dois. É por essas e outras que percebo que ainda não foi dessa vez que conseguiram abordar o tema de relação sadomasoquista corretamente, por mais que o filme se mantenha único pela falta de medo do ridículo e da falta de senso comum. Insisto em acreditar que esse filme pode perfeitamente ser adaptado para uma novela da Iris Abravanel, só que sem as cenas mais picantes, que não haveria prejuízo nenhum.