segunda-feira, 29 de julho de 2019

O REI LEÃO E A TÃO CRITICADA EXPRESSÃO FACIAL

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O remake de O Rei Leão se saiu a melhor versão ´´live action`` (na verdade, também uma animação, embora mais realista) da Disney já feita até então, chegando inclusive a compensar o fiasco de Dumbo em se tratando de filmes com bichinhos cutis. Do início ao fim é tudo bem fiel à versão original de 1994, mas não é dinheiro jogado fora, pois nos apresenta uma nova ótica dos mesmos personagens, jamais imaginávamos os personagens tão fofinhos assim, assistir no cinema foi praticamente uma redescoberta do clássico. A próxima adaptação da Disney vai ser Mulan, mas não estou nada empolgado, o que eu queria ver era Bambi, ou quem sabe até mesmo O Corcunda de Notre Dame. Mas o interessante é saber que as versões atuais estão atingindo a todo tipo de público, homens, mulheres e crianças, embora talvez as crianças de hoje já não se emocionem como as que éramos ao assistir a versão de 94. Mesmo assim tem uns chatos que reclamaram do realismo do filme, desejando que os personagens fizessem caras e bocas com feições cartunescas. Realmente tem pessoas que não ficam satisfeitas com nada. E o que dizer para elas então?



Bom, a reclamação mais recorrente é que os personagens ficaram tão realistas, que botá-los falando soou um tanto quanto artificial, já que suas expressões e os movimentos da boca não acompanhavam as emoções que eram exigidas no que estava sendo dito. E que ficava lembrando uma dublagem tosca feita para um meme de bichos, desses que a gente encontra pelo Facebook. Outros diziam que o que buscavam na verdade era assistir a uma boa fábula, uma animação genuína da Disney, e não alguma coisa que lembre um programa que passa no Animal Planet (o que também é bem fofo por sinal). Mas os Zé Ruelas não entenderam que a proposta do filme é exatamente essa. O próprio diretor Jon Favreau dizia que o objetivo era se distanciar do realismo nada convincente da adaptação com atores de Mogli: o Menino Lobo, e que, afinal de contas, é tudo fantasia, pois O Rei Leão está longe de representar a realidade dos animais da savana. Vamos deixar os animais se comunicarem do jeito que mais lhe é pertinente. Quer um exemplo de falta de expressividade e de emoção facial em dublagens? Assista ao comercial da FIAT acima, esse sim bem perdidinho no vale da estranheza. 

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Ainda quer falar sobre falta de expressividade em momentos marcantes? Quando eu era criança lembro de ter achado o casal de dálmatas de 101 Dálmatas igualmente inexpressivos, principalmente na cena do rapto dos filhotes, onde imaginava-se que entrariam em desespero. Mas os dois cachorros permaneciam com a mesma cara despreocupada e fofinha. Bem, mas aí devemos saber que os animais eram de verdade, seria difícil provocar-lhes alterações em suas expressões, e não existe até hoje aulas de atuação para animais. Eles só precisavam ser bem adestrados, fofinhos, e mais nada. O filme andaria pelas próprias pernas se a mensagem simplesmente fosse entregue. O que os espectadores reclamões não perceberam é que a nova versão de O Rei Leão só não foi filmada com animais de verdade porque desse modo a produção seria enviável. O que importa é que tudo ficou bem encantador e próximo do real, como torcíamos para que ficasse, pois de animação mesmo a de 94 já bastava. Os que não gostaram que vão atrás das sequências, do segundo e do terceiro filme, que imagino que nem sabiam que existiam. As crianças e os adultos que já curtiram o original, sem dúvida não encontraram razão para reclamar, só mesmo os espectadores Nutella por aí. 

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Muito além do último capítulo (reflexão)


Dizem que a vida imita a arte. Acredito que seja verdade. Em se tratando de artes narrativas, é necessário que haja o mínimo de verossimilhança para nos envolver e criar uma forte conexão entre obra e espectador. Portanto, é de se imaginar que a arte primeiro imita a vida, a seu modo, para que mais tarde possamos nos espelhar nela. Só que tudo que existe tem um final, tudo que começa termina, bem como a vida de todos nós, e mentes criativas podem optar por um final feliz ou não. É de se esperar o final feliz dos romances, porém, se o final não for feliz, dá-se a um pressão de que a obra não terminou, não teve final, e que um desfecho satisfatório pode ser aguardado mais tarde.  Essa seria então a dívida do autor para com seu público. Talvez um belo romance dramático amarre as pontas soltas, e com toda sua licença poética nos faça aceitar o desfecho proposto por mais doloroso que possa ser, mas sem esquecer de nos deixar uma boa lição a aprender. Mas, se analisarmos tecnicamente, nada, nem mesmo os romances, tem um final verdadeiro. Nossa vida mesmo, em constante metamorfose, não nos oferece um final feliz nem mesmo em nossa morte, pois nossa existência deixa consequências para o futuro, seja no seio familiar, seja para a sociedade. E afinal de contas, a morte não é nada feliz. No final de um filme, por exemplo, onde os protagonistas resolvem seus problemas, casam, tem filhos, enriquecem, etc, é consenso geral que o final foi feliz. Mas esse seria apenas um pequeno recorte de uma parte da vida desses heróis/personagens. A história termina, mas sua vida continua, e se olharmos por detrás dos panos temos todos os problemas que uma família teria, como brigas, separação, problemas conjugais, problemas com filhos, com dinheiro, e mais uma infinidade de questões a se seguir. Não é de se rejeitar totalmente a ideia de que o casal unido no final possa se separar mais tarde depois que a cortina do espetáculo já abaixou. Coisas que alguém possa achar que não existe ou não interessa, pois o filme acabou, o recorte da vida dos personagens que interessava não existe mais, e o mais racional a se pensar, esses personagens nunca existiram, faziam parte de uma obra de ficção de um artista. Ok, é verdade. Mas o que estou querendo dizer com isso tudo? É que, se na ficção tudo parece perfeito depois do último capítulo ou no final de um filme, na vida real, por mais que queiramos ter uma vida parecida, está longe de ficar igual. Pois não é oferecida à vida real os benefícios de um desfecho satisfatório, já que vivemos em constante transformação. Nossa vida estaria mais próxima de, digamos assim, sequencias infindáveis de obras de sucesso que se recicla a cada época.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Homem Aranha longe de casa – Crítica


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O segundo filme desse novo Homem Aranha pode não ter sido tão feio assim, mas em minha humilde opinião ainda não foi dessa vez que pudemos assistir a um bom filme do herói. O posto de melhor aranha para mim continua ocupado por Tobey Maguire, que está para o amigão da vizinha assim como Cristopher Reeve sempre esteve para o Super Man.  Tom Holland só se sai melhor que Andrew Garfield, que muito pouco tem a ver com o Peter, e por falar nisso é importante lembrar que o problema é com o roteiro, pois realmente gostei do novo ator. Esquecendo De Volta ao Lar e todas as participações do herói em outros filmes, incluindo os eventos ocorridos em Vingadores Ultimato, ainda é difícil reconhecer características marcantes do herói que tanta diferença faz, a imagem de tio Ben sequer é lembrada, sendo que sua morte e sua mensagem ´´Grandes poderes trazem grandes responsabilidades`` foram de fundamental importância para seu surgimento. Tia May também rejuvenesce a cada filme, tudo bem que não precisa ser uma velhinha tradicional em se tratando de dias modernos como os atuais, pode agora se tornar uma senhorinha tipo Suzana Vieira ou mesmo uma Regina Duarte, como a de Espetacular Homem Aranha mais parecia, mas uma mulher enxuta e, por que não, bem gostosa como a mais recente, desconstrói a imagem de tiazinha frágil e indefesa que inspira cuidados. Tanto que, se esquecermos o filme anterior, é difícil reconhecê-la no trailer. Uma mulher tão inteira como essa não lamentaria a viuvez por muito tempo, talvez por isso a importância da mitologia do personagem foi chutada para escanteio sem piedade, logo a tia do Parker arranja outro marido, e Happy já até se candidatou ao posto. Isso me faz entender que tio Ben foi desde o início substituído por outra figura messiânica, Tony Stark, onde começa os problemas de verdade para o roteiro. Se estávamos acostumados com a trajetória do herói solitário, esse Aranha da MCU é apenas mais um, tanto que o próprio sabe disso, e talvez por isso essa tal frase de ... grandes responsabilidades`` perca um pouco de sentido. Ao ser procurado por Nick Fury ele o indaga com ´´Porque eu? Temos aí a Capitã Marvel, Thor, Capitão América...`` Mas o filme é dele, então talvez seja a chance dele brilhar. Sozinho, sozinho, ele realmente não vai ficar nunca mais. Agora tem em mãos equipamentos herdados da indústria Stark e da S.H.I.E.L.D que tornam seus poderes quase insignificantes para o combate ao crime. Mas enfim, esse é o Aranha da MCU, essa estranheza toda pode ser abraçada ou não, mas é certo que talvez seja difícil se acostumar. Enquanto assim for, nunca veremos Peter em volta de problemas normais como dificuldade em pagar aluguel e tentativas mirabolantes de manter sua identidade secreta, pois esse Peter tem tudo, é um garoto normal com pouco senso de responsabilidade, menos sofredor, e quem sabe por isso se torne mais imaturo. Tudo bem que esse seja o Peter mais jovem dos cinemas, mas desde já sua identidade secreta deixa de ser um problema a se preocupar (nos filmes atuais de heróis, questões de identidade secreta estão cada vez mais deixadas de lado), não tem mais dificuldades com garotas por ´´ser o Amigão da Vizinhança``, e ser inclusive cobrado pela tia May a vestir o manto de herói e a sair por aí, combatendo o crime, inclusive o ajudando a desenvolver novas habilidades.
Mas devemos reconhecer que é melhor que o filme anterior. Mystério é um vilão bem menos descartável que o Abutre, dá um gancho para aventuras seguintes. A história tem momentos interessantes, um exemplo a se destacar é quando Peter, com tantos equipamentos em mãos, na hora de desenvolver seu traje imaginávamos que sairia dali um traje hiper moderno com todas as traquitanas que teria direito, tal como um novo homem de ferro mesmo. Mas não, o garoto criou apenas um uniforme normal de Homem Aranha, daqueles que estamos acostumados a ver. Isso mostra que, apesar de tudo, o herói tem personalidade própria. A vontade de darmos mais uma chance ao herói é tanta, que passamos a acreditar que no filme seguinte tudo vai melhorar. O final e as cenas pós-crédito nos dão essa esperança. Vamos torcer para vermos daqui para frente um Peter mais trabalhador, menos moleque, passando a tirar fotos por aí, mesmo que não seja para o Clarim, como já ficou difícil imaginar. E a presença de Harry Osborn e Duende Verde, não necessariamente nessa ordem.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Mickey Rogers - personagem que ninguém liga de um jogo de luta



Todos nós temos nossos personagens preferidos em jogos de luta, nem sempre o mais forte e o mais poderoso, mas o mais carismático, que por uma razão qualquer vivemos insistindo em escolher para uma partida. Tem tantos jogos de luta que fica praticamente impossível lembrar de todos personagens que jogamos, mas um em especial que até hoje me lembro bem e o acho interessante apesar de ninguém mais saber que existe é Mickey Rogers, pugilista do jogo Art of Fighting, não muito prestigiado e considerado por muitos como jogo fraco, mas eu tinha na infância e amava jogar aquilo.
Mickey Rogers a princípio para mim parecia um personagem dos desenhos da Hanna Barbera, e seus golpes se resumiam a socos e uma magia doida dada com um upercute, mas essa limitação se reduzia ao fato de que ele era boxeador. Se parecia um personagem simples, obscuro, nada bonito, eu o considerava uma opção alternativa de personagens carismáticos como o Sagat, de SF II, por exemplo. Sempre gostei de genéricos. Os lutadores de Art of Fighting, aliás, são de uma personalidade impressionante, uma versão menos gourmetizada de personagens de jogos de luta por aí, eu diria até que eles eram ´´gente como a gente``, usavam roupas normais e não me pareciam bonitos. No primeiro Art of Fighting só era possível jogar com ele no modo ´´para brincar``,onde escolhia o personagem que você queria jogar e seu opositor, para mudar tudo na partida seguinte. Você até podia zerar, mas não tinha final, só se você jogasse no modo normal (history mode) mesmo. 


No segundo Art of Fighting você já podia jogar com todos linearmente e assistir o final de cada um, como qualquer jogo de luta normal da época. Mickey Rogers estava lá em uma versão diferente, mudou o cabelo, as roupas, a cara, enfim, parecia outro personagem. Mas os golpes continuavam parecidos, e estava mais evidente que ele era um pugilista, não mais um pé-de-chinelo das ruas. Mas ele não apareceu mais em nenhuma outra sequencia e em nenhum outro jogo de luta, como um King of Fighters da vida, onde misturavam personagens de Fatal Fury com de Art of Fighting. Bom, ao menos não que eu saiba. Mas com toda sinceridade do mundo, hoje não acho que o personagem seja tão interessante a esse ponto. Minha predileção por Mickey Rogers foi apenas um interesse pela mitologia e criação de personagens obscuros de  criatividade ímpar que eu aprendi a ter desde pequeno. 




História: Sim, os desenvolvedores do game pensaram em uma história bonitinha para ele, veja só o capricho; Mickey tinha o sonho de ser um lutador de boxe desde pequeno, e na adolescência teve a chance de realizar esse sonho. Porém, seu caráter violento o fez pegar pesado numa luta e levar à morte seu oponente. Expulso dos circuitos de luta, sua revolta o levou a se tornar um encrenqueiro das ruas, onde sempre desafiava oponentes que considerava forte o suficiente para o fazer reviver suas lutas de ringue. Chegou a ser convidado a participar da gangue de Mr Big, e com isso sua participação em Art of Fighting, como um dos vilões. Mais tarde, depois de cumprir pena e regenerado, volta a praticar boxe profissionalmente e assim leva uma vida melhor dali por diante.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

ACHEI QUE IA FICAR MAIS DESAPONTADO

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Com os trailers que assistimos de divulgação do novo filme do Aladdin, pensei que ao conferir o gênio teria a mesma sensação da Cheetah no comercial da Charal, ao deixar sua presa escapar. Pude conferir e o alívio foi grande ao ver que não era nada disso que pintavam. O gênio é sim bem feito, fiel à animação da Disney, e mesmo com certas doses de realidade o ator não faz feio e tudo é muito bem adaptado, afinal, é Will Smith quem comanda as cenas. Não só o gênio, como todo o filme é fiel à clássica animação. Me fez lembrar bastante as produções Bollywoodianas com todas aquelas cores, vestimentas, danças e as canções, todas elas iguaizinhas às que estávamos acostumados, com exceção de uma pequena mudança aqui e ali e o acréscimo de outras músicas, o que para mim nem atrapalhou e nem colaborou. Só não gostei daquele Jaffar nada ameaçador e daquele Iago sem graça, que merecia destaque maior. Fora isso, a Disney caprichou na fidelidade da adaptação e entregou um bom filme para todas as idades, super recomendado. Quem disse que inventar coisas novas e diferentes seria bom para história e personagens que amamos há tanto tempo?

sábado, 25 de maio de 2019

Exemplos inversos que a ficção nos ensina




A ficção, tal como na vida real, nem sempre é feita de bons exemplos. Mas podemos aprender inclusive com os exemplos maus, que acabam nos dando lições do que não deve ser feito, ou seja, os considerados ´´exemplos a não seguir``. E de repente é até melhor nos depararmos com esses exemplos o quanto antes, do contrário, se não tivéssemos conhecimento deles, poderíamos estar cometendo deliberadamente esses erros por aí, sem ninguém nos avisar de que é certo ou não, e assim temos a chance de nos corrigirmos a tempo de evitar algumas injustiças.

Um desses exemplos que aprendi na ficção é que os vilões não tem amigos. Sim, é verdade, os bandidos dos filmes e de toda forma de dramaturgia é solitário, individualista, não tem apego com ninguém, seja com a família ou com pessoas próximas. E é exatamente por esse caráter frio e antissocial que ele é considerado um cara ´´do mal``. É claro que nem sempre o vilão age sozinho, na maioria das vezes ele é pertencente de uma equipe, de um ´´império do mal``, mas engana-se aquele que acha que entre seus colegas do time de vilões existe a mesma sinergia que a equipe do time dos heróis. Não há companheirismo, apatia, espírito de equipe e muito menos o ideal ´´Um por todos e todos por um``. Os vilões se juntam porque têm um interesse em comum, a destruição dos mocinhos ou o domínio de alguma coisa, e isso pode ser inclusive mediante ameaças e chantagens. Provavelmente eles se divergem quanto à liderança, o líder é respeitado por ser o mais forte, e na primeira chance que um tiver de puxar o tapete do outro, mesmo que isso possa prejudicar gravemente ou mesmo custar a vida de seu colega, ele não exitará em fazê-lo, pois para o vilão o que importa é ele mesmo, sua conquista pessoal, todos os méritos para si e a sensação de todo poder conquistado. 

Os mocinhos também podem brigar entre eles, passarem por conflitos internos pessoais, mas no final prevalece a lição de amizade, trabalho em equipe e todos aprendem a aceitar as diferenças um do outro, a importância do convívio social e a descoberta de que a união vale a pena. 

E esse exemplo podemos levar para a vida real. A TV, o cinema e a literatura já nos mostra que a falta de união, o individualismo e o egoísmo são características próprias de personagens negativos, que sempre perdem no final. Para se prosperar é preciso união, tolerância, empatia e espírito de equipe. As pessoas não podem ser uma ilha, nenhum herói começa sozinho e termina sozinho. As conquistas precisam ser compartilhadas. 

quinta-feira, 16 de maio de 2019

QUANTOS AUTOBOTS EXISTEM?


Lembro de ter visto em uma novela um homem sendo preso numa solitária, e para matar o tempo e não enlouquecer mantinha a mente ocupada se recordando dos nomes de jogadores de seu time  de um ano específico. Recentemente, nos meus dias pós operatórios de uma cirurgia de hérnia inguinal me vi em uma situação parecida, tentando ocupar minha mente enquanto meu corpo precisava de repouso absoluto, sem ter nada para fazer depois de ter lido e relido tudo que tinha separado e com o celular carregando em uma tomada longe da cama. Mas como não sei nada de esportes e não tenho interesse por futebol, tentei uma coisa diferente, levando em conta o fato de me considerar um nerd e apreciador de cultura popular. Decidi então recordar os nomes de todos os Autobots que eu conhecia, lembrando ter revisto a animação clássica dos Transformers (Transformers G1) e os filmes recentemente. Com certeza a animação teve muitos personagens, alguns figuras recorrentes, outros apareciam do nada, outros desapareciam no decorrer da série, alguns foram criados apenas para vender brinquedo e outros simplesmente reapareciam depois de muitos episódios desaparecidos. Não me esforcei para lembrar dos Decepticons, a série tinha bem menos vilões do que heróis, mas os principais não eram menos interessantes, por isso fiz questão de recordar de um ou outro. Só sei que vou tentar reproduzir aqui os nomes e as características deles, do jeitinho que me lembrava, e se minha memória for boa a Internet vai me dizer logo na rápida pesquisa que farei depois dessa postagem. Nada melhor do que exercitar a higiene mental, não é mesmo? Claro que não vou acrescentar Optimus Prime e Bubble Bee nesse exercício de memória por achar que estaria sendo cara de pau.



Os Autobots que conseguia me lembrar fazer parte desde o início da série são: Clifjumper e Ironhide que eu vivia me confundindo sem saber qual era qual, pois ambos são vermelhos, mas creio que Ironhide é bem maior. Inclusive, tecnicamente Ironhide é mais importante, pois participou dos filmes do Michael Bay, sendo um exímio conhecedor de artilhria pesada, embora sua cor não tivesse sido respeitada, sendo retratado pela cor prateada. Round, um robô de personalidade, carismático, de cor verde (um jipe, acho), que também participou dos filmes, mas o que me incomodou foi ter sido retratado como um barbudo fumante. Brown, que era parecido fisicamente com o Mentor do He-Man, WillJack,o nerd, gênio, cientista, que infelizmente não foi aproveitado nos filmes do Michael Bay, Ratched, o médico, que em sua forma de veículo sugestivamente era uma ambulância, que apareceu no filme, porém de cor amarela escura, Mirage e Gears (que eu jurava ter um boneco dele, porém era um pirata de uma animação semelhante). Com o passar dos episódios foram aparecendo: Jazz, que imagino ser uma viatura policial, e que tem esse nome porque vive reproduzindo músicas do som do veículo. Apareceu no primeiro filme e foi a primeira baixa que os Autobots tiveram em batalhas terrenas contra os Decepticons. Alerta Vermelho, Inferno, que em sua forma automobilística é um carro de bombeiro, um que não me lembro o nome, mas que se transforma em uma escavadeira e que lembro vagamente de ter um boneco dele quando muito pequeno, Blaster, que também reproduz sons, mas ao contrário dos outros Autobots, não se transforma em veículo, e sim em um aparelho de som potente que toca rock pesado, Drax, um Autobot grandalhão que só perde em tamanho para Omega Supremo, talvez esse sendo o Transformer unitário mais complexo da série, Cosmos, que se converte em um disco voador, Power Glade, o único Autobot ´´com vontade`` de ser um Decepticon, que se converte em um avião/jato, Seaspray, que se converte em um submarino, outro Autobot diferente dos demais, e Perceptor, que se transforma em uma luneta/telescópio gigante. Não podia me esquecer do Teletran 1, super computador de inteligência artificial que passava todas as informações necessárias aos heróis em seu quartel general. E é tudo que consigo lembrar com relação aos heróis, tirando os aliados humanos Spike Witwicky (porque diabos será que tiveram que chamá-lo de Sam nos filmes?), seu pai que não lembro o nome, sua namoradinha Carly e um menino inteligente cadeirante. De aliados parecidos com eles tem os Dinobots, Transformers não oriundos de Cybertron e sim fabricados por WillJack e pelo pai de Spike, que também apareceram nos filmes de Michael Bay embora tardiamente. De nomes que consigo lembrar deles, era algo do tipo Grimlock, Slagh, Slug. Tem também os Aerobots, uma tentativa de aproximar os heróis dos poderes/habilidades dos vilões de se converterem em aviões, jatos e naves espaciais. Os Aerobots pelo que me lembro também não tiveram a mesma origem dos demais Transformers, eram mais jovens, mais rebeldes e inconsequentes, por isso viviam dando dor de cabeça, principalmente ao líder Optimus Prime. Lembro que também aparece uma namoradinha do líder Optimus e é contada toda uma história revelando sua origem. Sua namorada, inclusive, aparece em outro episódio com um visual diferente ao lado de outras amigas que compunham a equipe feminina dos Autobots, derretendo o coração dos rapazes.


Claro que não podia deixar de pensar nos Decepticons, mas na verdade os mais importantes eram Megatron e StarScreen mesmo, que viviam de rixa, um querendo superar o outro. Mas StarScreen para mim é o vilão mais interessante. Depois desses dois os que ganhavam destaque eram SoundWave, que se transformava em aparelho de som tal qual Blaster, e dentro dele vivia dois ´´mascotes`` Decepticons que serviam como espiões coletando informações importantes dos Autobots, Laserbick, uma espécie de passarinho, e Ravaji, uma espécie de tigre. Outros dois que eram bem parecidos com StarScreen era Thundercraker e Skywarp. Mais tarde apareceram outros dois que se convertiam em jatos, só que mais diferenciados, que apareciam episódio sim e episódio não, que não consigo lembrar os nomes, creio que alternavam sua participação com os outros dois já citados. Também é viva na minha memória a lembrança de um tal de Skyfire, que se convertia em uma nave gigante, que acabou ´´apadrinhado`` por Megatron embora não quisesse de fato fazer parte dos Decepticons, e sua participação foi tão pequena que, se apareceu em mais de um episódio, foi muito; um tal de ´´Rambo`` (acho) que não se transformava em nenhum veículo, e sua habilidade consistia em transformar seus braços em dois ´´socadores`` que causava terremoto no solo, Shockwave, que operava a ponte espacial que levava a Cybertron, pois apenas os Decepticons detinham os meios de operar essa tal ponte, e AstroTrem, que podia se transformar tanto em um trem quanto em uma astronave. Entre robôs aliados eles tinham os Constructicons (adoro aquele tom de verde) que juntos se convertem no grandioso robô Devastador, que também apareceu nos filmes, os Insepticons e os Acrobaticons, ´´tentativa`` Decepticon de emular os poderes/habilidades dos Autobots, já que eles também tinham os Aerobots. Mas se os Autobots eram ´´cidadões`` de bem que cumpriam a lei e a ordem, sua versão Decepticom não poderia ser tão íntegra assim, por isso os Acrobaticons pilotavam de maneira perigosa, usando e abusando de manobras malucas, sem respeito às regras de trânsito e limites de velocidade. Essas novas equipes podiam se fundir em um robô grandioso formando o seu próprio ´´Devastador``, e isso faz lembrar os seriados japoneses live-actions, até hoje acho interessante reproduzir isso num desenho animado, as crianças se amarram.



Bom, para mim essa é uma excelente animação até a terceira temporada, onde perdi o interesse. Não lembro de ter visto quando passava na televisão. Até cheguei a assistir os primeiros episódios, mas a história futurista distópica passada em 2005 (data longínqua para a época da animação), a atmosfera espacial, os novos personagens e o fato de praticamente todo o elenco original ter sido dizimado não me agradaram. O episódio que mais gostei foi quando ressurgiu Starscreen. Nem mesmo a volta do líder Optimus me empolgou. Entre a segunda temporada e a terceira é recomendado assistir ao longa animado de 1986 para poder entender o processo de transição em riqueza de detalhes. Apesar dos pesares, o longa animado é muito bom ao apresentar uma história tão dramática envolvendo os personagens principais bem diferente da que passava na televisão. Claro que a gente sabe que é tudo para vender brinquedo, mas... 
Quanto aos filmes vendo-os hoje quase simultaneamente com a animação, já não me parecem mais tão ruins quanto achei antes. O problema mesmo fica por conta de aparecerem mais os humanos que os próprios habitantes de Cybertron, já que no desenho havia uma guerra de Transformers no meio dos humanos, e nos filmes há uma guerra envolvendo humanos provocada por Decepticons. Não foi nem como retrataram os personagens e nem a computação gráfica que compunha os corpos de cada robô que desrespeitou a verdadeira essência da animação, nada disso. Mas fiquei sim, desejando aparecerem mais Autobots e Decepticons, nem que para isso precisassem ocupar o espaço desses humanos malditos. É nessas horas que entendo Megatron. Ah, e também não achei que todos os vilões devessem ter a tonalidade de cor mais escura e sem cor, quase todos prateados, para criar um aspecto dark que o distinguissem dos heróis. 
Sei que devo ter esquecido de citar alguns Autobots, mas sabe como é, tantos personagens...