sábado, 25 de maio de 2019

Exemplos inversos que a ficção nos ensina




A ficção, tal como na vida real, nem sempre é feita de bons exemplos. Mas podemos aprender inclusive com os exemplos maus, que acabam nos dando lições do que não deve ser feito, ou seja, os considerados ´´exemplos a não seguir``. E de repente é até melhor nos depararmos com esses exemplos o quanto antes, do contrário, se não tivéssemos conhecimento deles, poderíamos estar cometendo deliberadamente esses erros por aí, sem ninguém nos avisar de que é certo ou não, e assim temos a chance de nos corrigirmos a tempo de evitar algumas injustiças.

Um desses exemplos que aprendi na ficção é que os vilões não tem amigos. Sim, é verdade, os bandidos dos filmes e de toda forma de dramaturgia é solitário, individualista, não tem apego com ninguém, seja com a família ou com pessoas próximas. E é exatamente por esse caráter frio e antissocial que ele é considerado um cara ´´do mal``. É claro que nem sempre o vilão age sozinho, na maioria das vezes ele é pertencente de uma equipe, de um ´´império do mal``, mas engana-se aquele que acha que entre seus colegas do time de vilões existe a mesma sinergia que a equipe do time dos heróis. Não há companheirismo, apatia, espírito de equipe e muito menos o ideal ´´Um por todos e todos por um``. Os vilões se juntam porque têm um interesse em comum, a destruição dos mocinhos ou o domínio de alguma coisa, e isso pode ser inclusive mediante ameaças e chantagens. Provavelmente eles se divergem quanto à liderança, o líder é respeitado por ser o mais forte, e na primeira chance que um tiver de puxar o tapete do outro, mesmo que isso possa prejudicar gravemente ou mesmo custar a vida de seu colega, ele não exitará em fazê-lo, pois para o vilão o que importa é ele mesmo, sua conquista pessoal, todos os méritos para si e a sensação de todo poder conquistado. 

Os mocinhos também podem brigar entre eles, passarem por conflitos internos pessoais, mas no final prevalece a lição de amizade, trabalho em equipe e todos aprendem a aceitar as diferenças um do outro, a importância do convívio social e a descoberta de que a união vale a pena. 

E esse exemplo podemos levar para a vida real. A TV, o cinema e a literatura já nos mostra que a falta de união, o individualismo e o egoísmo são características próprias de personagens negativos, que sempre perdem no final. Para se prosperar é preciso união, tolerância, empatia e espírito de equipe. As pessoas não podem ser uma ilha, nenhum herói começa sozinho e termina sozinho. As conquistas precisam ser compartilhadas. 

quinta-feira, 16 de maio de 2019

QUANTOS AUTOBOTS EXISTEM?


Lembro de ter visto em uma novela um homem sendo preso numa solitária, e para matar o tempo e não enlouquecer mantinha a mente ocupada se recordando dos nomes de jogadores de seu time  de um ano específico. Recentemente, nos meus dias pós operatórios de uma cirurgia de hérnia inguinal me vi em uma situação parecida, tentando ocupar minha mente enquanto meu corpo precisava de repouso absoluto, sem ter nada para fazer depois de ter lido e relido tudo que tinha separado e com o celular carregando em uma tomada longe da cama. Mas como não sei nada de esportes e não tenho interesse por futebol, tentei uma coisa diferente, levando em conta o fato de me considerar um nerd e apreciador de cultura popular. Decidi então recordar os nomes de todos os Autobots que eu conhecia, lembrando ter revisto a animação clássica dos Transformers (Transformers G1) e os filmes recentemente. Com certeza a animação teve muitos personagens, alguns figuras recorrentes, outros apareciam do nada, outros desapareciam no decorrer da série, alguns foram criados apenas para vender brinquedo e outros simplesmente reapareciam depois de muitos episódios desaparecidos. Não me esforcei para lembrar dos Decepticons, a série tinha bem menos vilões do que heróis, mas os principais não eram menos interessantes, por isso fiz questão de recordar de um ou outro. Só sei que vou tentar reproduzir aqui os nomes e as características deles, do jeitinho que me lembrava, e se minha memória for boa a Internet vai me dizer logo na rápida pesquisa que farei depois dessa postagem. Nada melhor do que exercitar a higiene mental, não é mesmo? Claro que não vou acrescentar Optimus Prime e Bubble Bee nesse exercício de memória por achar que estaria sendo cara de pau.



Os Autobots que conseguia me lembrar fazer parte desde o início da série são: Clifjumper e Ironhide que eu vivia me confundindo sem saber qual era qual, pois ambos são vermelhos, mas creio que Ironhide é bem maior. Inclusive, tecnicamente Ironhide é mais importante, pois participou dos filmes do Michael Bay, sendo um exímio conhecedor de artilhria pesada, embora sua cor não tivesse sido respeitada, sendo retratado pela cor prateada. Round, um robô de personalidade, carismático, de cor verde (um jipe, acho), que também participou dos filmes, mas o que me incomodou foi ter sido retratado como um barbudo fumante. Brown, que era parecido fisicamente com o Mentor do He-Man, WillJack,o nerd, gênio, cientista, que infelizmente não foi aproveitado nos filmes do Michael Bay, Ratched, o médico, que em sua forma de veículo sugestivamente era uma ambulância, que apareceu no filme, porém de cor amarela escura, Mirage e Gears (que eu jurava ter um boneco dele, porém era um pirata de uma animação semelhante). Com o passar dos episódios foram aparecendo: Jazz, que imagino ser uma viatura policial, e que tem esse nome porque vive reproduzindo músicas do som do veículo. Apareceu no primeiro filme e foi a primeira baixa que os Autobots tiveram em batalhas terrenas contra os Decepticons. Alerta Vermelho, Inferno, que em sua forma automobilística é um carro de bombeiro, um que não me lembro o nome, mas que se transforma em uma escavadeira e que lembro vagamente de ter um boneco dele quando muito pequeno, Blaster, que também reproduz sons, mas ao contrário dos outros Autobots, não se transforma em veículo, e sim em um aparelho de som potente que toca rock pesado, Drax, um Autobot grandalhão que só perde em tamanho para Omega Supremo, talvez esse sendo o Transformer unitário mais complexo da série, Cosmos, que se converte em um disco voador, Power Glade, o único Autobot ´´com vontade`` de ser um Decepticon, que se converte em um avião/jato, Seaspray, que se converte em um submarino, outro Autobot diferente dos demais, e Perceptor, que se transforma em uma luneta/telescópio gigante. Não podia me esquecer do Teletran 1, super computador de inteligência artificial que passava todas as informações necessárias aos heróis em seu quartel general. E é tudo que consigo lembrar com relação aos heróis, tirando os aliados humanos Spike Witwicky (porque diabos será que tiveram que chamá-lo de Sam nos filmes?), seu pai que não lembro o nome, sua namoradinha Carly e um menino inteligente cadeirante. De aliados parecidos com eles tem os Dinobots, Transformers não oriundos de Cybertron e sim fabricados por WillJack e pelo pai de Spike, que também apareceram nos filmes de Michael Bay embora tardiamente. De nomes que consigo lembrar deles, era algo do tipo Grimlock, Slagh, Slug. Tem também os Aerobots, uma tentativa de aproximar os heróis dos poderes/habilidades dos vilões de se converterem em aviões, jatos e naves espaciais. Os Aerobots pelo que me lembro também não tiveram a mesma origem dos demais Transformers, eram mais jovens, mais rebeldes e inconsequentes, por isso viviam dando dor de cabeça, principalmente ao líder Optimus Prime. Lembro que também aparece uma namoradinha do líder Optimus e é contada toda uma história revelando sua origem. Sua namorada, inclusive, aparece em outro episódio com um visual diferente ao lado de outras amigas que compunham a equipe feminina dos Autobots, derretendo o coração dos rapazes.


Claro que não podia deixar de pensar nos Decepticons, mas na verdade os mais importantes eram Megatron e StarScreen mesmo, que viviam de rixa, um querendo superar o outro. Mas StarScreen para mim é o vilão mais interessante. Depois desses dois os que ganhavam destaque eram SoundWave, que se transformava em aparelho de som tal qual Blaster, e dentro dele vivia dois ´´mascotes`` Decepticons que serviam como espiões coletando informações importantes dos Autobots, Laserbick, uma espécie de passarinho, e Ravaji, uma espécie de tigre. Outros dois que eram bem parecidos com StarScreen era Thundercraker e Skywarp. Mais tarde apareceram outros dois que se convertiam em jatos, só que mais diferenciados, que apareciam episódio sim e episódio não, que não consigo lembrar os nomes, creio que alternavam sua participação com os outros dois já citados. Também é viva na minha memória a lembrança de um tal de Skyfire, que se convertia em uma nave gigante, que acabou ´´apadrinhado`` por Megatron embora não quisesse de fato fazer parte dos Decepticons, e sua participação foi tão pequena que, se apareceu em mais de um episódio, foi muito; um tal de ´´Rambo`` (acho) que não se transformava em nenhum veículo, e sua habilidade consistia em transformar seus braços em dois ´´socadores`` que causava terremoto no solo, Shockwave, que operava a ponte espacial que levava a Cybertron, pois apenas os Decepticons detinham os meios de operar essa tal ponte, e AstroTrem, que podia se transformar tanto em um trem quanto em uma astronave. Entre robôs aliados eles tinham os Constructicons (adoro aquele tom de verde) que juntos se convertem no grandioso robô Devastador, que também apareceu nos filmes, os Insepticons e os Acrobaticons, ´´tentativa`` Decepticon de emular os poderes/habilidades dos Autobots, já que eles também tinham os Aerobots. Mas se os Autobots eram ´´cidadões`` de bem que cumpriam a lei e a ordem, sua versão Decepticom não poderia ser tão íntegra assim, por isso os Acrobaticons pilotavam de maneira perigosa, usando e abusando de manobras malucas, sem respeito às regras de trânsito e limites de velocidade. Essas novas equipes podiam se fundir em um robô grandioso formando o seu próprio ´´Devastador``, e isso faz lembrar os seriados japoneses live-actions, até hoje acho interessante reproduzir isso num desenho animado, as crianças se amarram.



Bom, para mim essa é uma excelente animação até a terceira temporada, onde perdi o interesse. Não lembro de ter visto quando passava na televisão. Até cheguei a assistir os primeiros episódios, mas a história futurista distópica passada em 2005 (data longínqua para a época da animação), a atmosfera espacial, os novos personagens e o fato de praticamente todo o elenco original ter sido dizimado não me agradaram. O episódio que mais gostei foi quando ressurgiu Starscreen. Nem mesmo a volta do líder Optimus me empolgou. Entre a segunda temporada e a terceira é recomendado assistir ao longa animado de 1986 para poder entender o processo de transição em riqueza de detalhes. Apesar dos pesares, o longa animado é muito bom ao apresentar uma história tão dramática envolvendo os personagens principais bem diferente da que passava na televisão. Claro que a gente sabe que é tudo para vender brinquedo, mas... 
Quanto aos filmes vendo-os hoje quase simultaneamente com a animação, já não me parecem mais tão ruins quanto achei antes. O problema mesmo fica por conta de aparecerem mais os humanos que os próprios habitantes de Cybertron, já que no desenho havia uma guerra de Transformers no meio dos humanos, e nos filmes há uma guerra envolvendo humanos provocada por Decepticons. Não foi nem como retrataram os personagens e nem a computação gráfica que compunha os corpos de cada robô que desrespeitou a verdadeira essência da animação, nada disso. Mas fiquei sim, desejando aparecerem mais Autobots e Decepticons, nem que para isso precisassem ocupar o espaço desses humanos malditos. É nessas horas que entendo Megatron. Ah, e também não achei que todos os vilões devessem ter a tonalidade de cor mais escura e sem cor, quase todos prateados, para criar um aspecto dark que o distinguissem dos heróis. 
Sei que devo ter esquecido de citar alguns Autobots, mas sabe como é, tantos personagens...

terça-feira, 12 de março de 2019

Agente Cãofidencial - Gibi esquecido na década de 90



Tenho uma certa pena em lembrar de desenhistas de quadrinhos nacionais que tinham de tudo para ir para frente com publicações interessantes, mas por falta de nicho de mercado acabam tentando outra coisa. Tudo bem que os tempos são outros e hoje em dia não consumimos mais impressos como antes, mas pelo menos podia ter alguma coisa online que chamasse atenção, e-book, quadrinhos em PDF, para download, essas coisas, mas ninguém quer arriscar, afinal, tempo é dinheiro e nem todo mundo vive só de arte. Nesse sentido, os anos 90 tem muito a nos fazer recordar, essa que talvez seja a década de maior prestígio do mercado de quadrinhos brasileiros, mas também a que o encerrou de vez. Tivemos ótimos roteiristas, desenhistas, e um que especialmente lembro hoje é Marcelo Cassaro. Esbarrei com alguns de seus trabalhos em sua época de Abril Jovem, títulos como Zé Carioca e Heróis da TV, porém, só bem mais velho fui ligar o nome ao autor. Entre suas publicações tinha um título avulso de uma revista que me encantou do início ao fim, com personagens carismáticos, histórias originais e muitas páginas, tudo bem criativo que prometia uma longínqua série de sucesso. Contudo, não saiu do primeiro número. A revista em questão é Agente Cãofidencial, paródia declarada de 007 com personagens caninos que compunham uma equipe de super heróis. Além do protagonista James Hound consigo me lembrar do professor Hexo, um cão robô, Bronto, um cachorro que parece um dinossauro, um ninja, um soldado e um cachorro em seu formato mais animal com uma coleira tecnológica cheia de aparatos que a fazia lembrar o Bat-Cinto. Tinha também os vilões, a maioria bem atrapalhada, que mantinha seu rosto ocultado sob um capote. Era uma publicação voltada às crianças, mas os roteiros das histórias eram inteligentes e bem elaborados, cheios de citação a artistas e obras de renome da cultura pop, como Stan Lee e Pac-Man, clássico dos arcades oitentistas. Podemos dizer que Agente Cãofidencial é um projeto que carregava o DNA de Marcelo Cassaro, ele fazia o argumento e as artes, mas eu não saberia dizer com certeza se os personagens eram todas suas criações. De qualquer modo uma revista tão boa como aquela, que enchia de orgulho o mercado brasileiro de quadrinhos, foi tão pouco divulgada e hoje em dia quase ninguém lembra, e isso chega a doer um pouco. Acredito que ainda há tempo para se fazer uma sequencia, um spin off com os heróis, um relançamento que seja, uma publicação de luxo nas livrarias com a história dos personagens e de como nasceu o projeto. Insisto em dizer que os personagens e as histórias merecem ser conhecidos, a composição torna a publicação inesquecível para quem a conheceu, a fórmula funciona hoje em dia tão bem quanto nos anos 90, e acredito que não só para as crianças. É o tipo de revista que faz quem a conhecer ter a certeza que Marcelo Cassaro é um artista digno de respeito, e que merece toda a sorte do mundo para seus projetos, seja lá o que ele esteja fazendo nesse momento. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Ah, minha querida juventude!


Fico aqui me perguntando se alguém mais sabe que Trainspotting - Sem Limites teve uma sequencia em 2017, ou mesmo se alguém se interessaria em saber, pois a continuação levou mais de 20 anos para ser lançada. Mas é melhor assim, sendo uma sequencia direta, nada de remake ou prequel, fiel ao original, também de Danny Boyle. Lembro de quando assisti ao filme quando ainda era uma novidade, lá nos anos 90, por ter minha curiosidade despertada de tanto que ouvia falar por parte do público e crítica, quase sempre de maneira elogiosa. Ainda bem moleque me interessei pelo tema pesado e cheio de ´´maus exemplos para nunca se seguir``, o que acabava fazendo o filme ser empurrado para uma audiência mais jovem como os adolescentes da minha faixa, mas o filme me conquistava por ser divertido, um misto de comédia com humor negro, mais atraente do que se servisse apenas como utilidade pública, por mais que a realidade do protagonista Mark Renton e sua turma fosse bem diferente da nossa. E o filme continuou por anos e anos mantendo seu status de clássico cult, sempre atual, realista e dramático, tudo ao mesmo tempo, sem deixar de lado a comicidade e a empatia dos protagonistas. 
Em 2017, uma sequencia que ninguém mais esperava, foi lançada. Apenas os leitores dos romances de Irvine Welsh nos quais os filmes se baseiam, imaginavam que uma continuação poderia ser feita, sendo que o último livro, intitulado Porno, é de 2002 e só agora foi adaptado. O filme surgiu meio despercebido, apenas um ano depois tomei conhecimento, e com muita curiosidade e cheio de saudade dos personagens adictos, assisti com toda boa vontade, já imaginando reviver os momentos divertidos e pitorescos do original. O que posso dizer é que o filme não decepcionou, longe disso, me senti conquistado pela segunda vez, a ponto de desejar, mesmo as chances sendo remotas, uma outra continuação. Se a cena inicial do primeiro filme eram os personagens fugindo da polícia em uma maratona desenfreada, esse último também começava com pessoas correndo, só que dessa vez, diferente de uma atmosfera decadente e nada saudável, a cena se desenvolve numa academia, provavelmente um empreendimento bem sucedido de Mark Renton logo após ter passado a perna nos amigos, ou simplesmente um novo ambiente frequentado por um dos protagonistas. Mas se parecia estar tudo bem, um homem que se exercitava em uma esteira aparentemente sofre um ataque cardíaco e despenca do aparelho, mostrando que não, não estava tudo bem, presságio de novos conflitos que todo filme precisa ter era sutilmente nos apresentado. Como não podia ser diferente, nesses 20 anos muita água correu, embora os personagens continuassem com suas características marcantes que já sentíamos falta. Não houve muita evolução, suas vidas não progrediram quase nada, ainda menos quando sua chance de subir na vida foi frustrada por um Renton ganancioso e egoísta. Spud, como já podíamos imaginar, continua se afundando na heroína, sua parte do dinheiro intocada por Renton foi usada unicamente para abster seu vício. Chegou a casar, teve filho, vez ou outra se vê em um emprego esporádico, mas seu comportamento inocente e atrapalhado botava tudo a perder. Chegou mesmo ao ponto de tentar o suicídio, tentativa frustrada por Renton, que lhe aparece 2 décadas depois dizendo estar de passagem, mas logo convencido por Spud a passar alguns momentos com os velhos amigos. De todos eles, apenas Renton parecia estar levando uma vida saudável, mas os maus hábitos pouco contribuíram para o desgaste de suas aparências, e tirando o peso da idade, são basicamente os mesmos de antes. Por mais canalha que pareça Sick Boy nós torcemos por ele, o andamento de seu negócio próprio juntamente com uma garota de programa com a qual ele se relaciona depende de algumas chantagens com homens importantes, e para um homem que foi traído por um de seus melhores amigos e que quer apenas abrir o seu termas, ao invés de simplesmente se acabar nas drogas não parece ser assim, tão errado. E é justamente com Sick Boy, claro, depois de alguns entreveiros, que Renton entra numa nova ´´sociedade``, depois de convencer os outros e a si mesmo que sua vida realmente não estava nada boa, enquanto Spud se empenha em um novo ´´vício``, dessa vez mais saudável. No meio do processo, apesar de muitas encrencas, a redescoberta de uma boa amizade, mesmo permeada por maus hábitos, que jamais deveria ser deixada de fora e com a lição de que devemos saber perdoar, embora pessoas próximas aparentemente escolham opções mais corretas e vivam uma vida melhorzinha, e algumas sofrências e lembranças doloridas, no final o que fica mesmo é a lição da aceitação de sua real essencial, a compreensão de mensagens que o acompanha desde quando era muito novo para entender, de corrigir, consertar e aproveitar coisas valiosas por mais simples que pareçam, como uma garota bonita que aparece disposta a aprender o que você aprendeu a ensinar. O vilão da história fica mesmo por conta de Francis Begbie que já começa esse filme estando na prisão, que ficou por lá desde o final do primeiro filme e que pelo visto não sairá tão cedo e nem tão facilmente. O homem então dá um jeito de fugir bem ao estilo MacGyver, procurando por sua esposa e filho, que com toda certeza estavam melhores sem ele. Retoma suas atividades criminosas levando junto seu filho, um jovem com um futuro pela frente, que nada se parece com o pai. Begbie sempre foi o meu personagem favorito, ironicamente o único da turma que não usava drogas ilícitas, embora fosse o amigo ´´com ressalva`` que ninguém ousaria contrariar, por ter um comportamento agressivo fora do comum que muitas vezes o fazia se comparar a um psicopata, embora acredite que ele não tivesse essa patologia, já que os psicopatas são pessoas frias e não demonstram seus sentimentos. No caso, Begbie seria mais um cara explosivo que talvez sofresse de transtorno explosivo intermitente, somado com desvio de caráter. Tem mesmo de tudo para ser um vilão.
Contudo, o filme não é melhor que o primeiro, pois só é o que é por completar o original. Nesse caso, prefiro tratar os dois filmes por um só. Encerra tão bem o filme original que nos dá a sensação de ser um filme ´´do bem``, aquele que precisava ser feito para corrigir e limpar algumas más impressões deixadas. Bem além de simplesmente tratar de assuntos como drogas, é uma linguagem universal, que fala sobre amizade e juventude. Sim, porque assistir a esse filme me fez lembrar da minha própria juventude, a fase ´´pós adolescente``, sensação que muita gente teve ao assistir, independente de ser consumidora de droga ou não. Acredito eu que todo mundo se identificou ao menos com uma ou outra peripécia de Renton e seus amigos, suas desventuras, envolvendo pessoas do círculo de convívio social e amizades que você, anos depois, se pergunta porque conversava com elas. É claro que enquanto jovem, passando por períodos de descobertas, inícios de novas fases, começo de faculdade, por exemplo (período em que acho que minha vida mais se aproximaria da dos personagens do filme), nos envolvemos em situações e conhecemos pessoas que anos mais tarde vai fazer-nos querer esquecer, no máximo lembrar com bom humor uma época que não vai querer repetir, mas que tanto contribuiu para seu crescimento pessoal, mas será que teria sentido revisitar tudo isso tantos anos depois? No caso de Marck Renton teve, e ele pôde colher os bons frutos que deixou para trás, sem ter germinado. Bom, a diferença é justamente essa, talvez se ele não tivesse se ocupado com as drogas por tanto tempo, ele poderia ter colhido bem antes.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Ninja Gaiden - A saga mais difícil do nes... dos games



Quando eu era moleque achava que Battletoads in Battlemaniacs era o jogo mais difícil que existia. Hoje percebo que estava enganado. Sabia sim que existia outros jogos difíceis, mas não tanto quanto ou mais. Agora, homem feito e com maturidade suficiente para saber o que é um desafio de verdade, vejo que a trilogia para nes do Ninja Gaiden é a franquia de games mais difícil de todas, incluindo aí todos os consoles, até os dos dias de hoje. Jogos atuais são fáceis demais, direcionados para uma geração que não gosta de suar a camisa e que deixaria de se interessar por grandes desafios, dada a oferta de muitas opções disponíveis. Antigamente a molecada era mais engajada, mesmo em se tratando de diversão descompromissada como os jogos de videogame. Tenho revisitado essa clássica série do Nintendo 8 bits já há algum tempo, dessa vez através de roms e emulador, e apesar de usar e abusar dos ´´saves`` sem o menor remorso por considerar um direito merecido em se tratando de jogos tão traiçoeiros, demorei um bocado para finalizar. Porém, só recentemente consegui terminar o segundo título, The Dark Sword of Chaos, isso depois de desistir e retomar várias vezes. A dificuldade, apesar de muitas vezes diminuir o desejo de jogar e fazer a gente passar raiva, não desmerece o valor da série, muito pelo contrário, o alto grau de desafio simplesmente a torna um grande clássico do nes ao lado de Mario Bros, Mega Man e Castelvania. Não só o desafio como tudo no jogo é bem trabalhado, como os efeitos sonoros, a trilha sonora das fases, passando pelo chefe de fase até a derrota, tudo é bem empolgante e envolvente. O gráfico então, para a limitação de paleta e dos bits do console, era muito bonito e conseguia passar para o jogador toda a ideia do que se tratava o lugar, a composição das fases e a atmosfera dos cenários, todos eles variados e com temas diversos, tinha fase no céu, no gelo, lava, cavernas, passagens subterrâneas, etc. Como todo ninja que se preze o personagem principal lutava com sua tradicional espada, mas ia coletando armas e equipamentos no caminho que o ajudava a lidar com os inimigos, como shurikens, bola de fogo e até mesmo itens que aumentava o poder de alcance de sua espada e danos que ela causava. A partir do segundo jogo o ninja podia adquirir sombras que funcionavam como suas cópias fiéis em combate com os vilões, e a quantidade de cópias não era econômica caso o herói soubesse pegar os itens certos, e o melhor de tudo, elas nunca morriam caso nada acontecesse ao ninja original. Pela dificuldade de sua jornada as sombras eram indispensáveis, mesmo assim conseguiam me irritar um pouquinho, algumas vezes me confundiam a ponto de eu não saber mais quem era o herói que eu controlava e quem eram suas cópias, e isso me custava pontos de energia e muitas vidas, além de as informações visuais tornarem a imagem, digamos assim, mais poluída (poluição visual, aliás, é uma grande característica das fases, todas repletas de inimigos que não cessam de surgir de tudo que é lugar). Nosso ninja é perito em muitas habilidades, como não podia ser diferente, pulava alto, andava correndo, se pendurava na parede, e a partir do segundo jogo ele podia escalar. A única habilidade que ele não adquiriu foi a de nadar, sim, nosso ninja forte e habilidoso simplesmente morria afogado.


 Mas o que eu mais gostava eram os inimigos. Era tanta criatividade, tanto vilão bizarro, que mesmo hoje em dia nunca conheci uma série de games que tivesse vilões tão ricos e diversificados. E eles não obedeciam um padrão, não eram apenas guerreiros humanos, nem apenas monstros, nem apenas robôs, era tudo misturado, dos simples inimigos aos chefes de fase, não necessariamente tinham a ver um com o outro, e suas técnicas de ataque e armas utilizadas conseguiam ser coisas à parte independente do tema, do cenário, e do clima proposto. Era uma coisa de louco. Se existisse uma coleção de bonecos com personagens do game aposto que seria bem interessante, a molecada ia pirar, sendo que mesmo nós adultos, que éramos crianças na época, nos encantamos até hoje com os personagens.




 Mitologia do personagem


Muita gente pode não saber, mas foi essa série da Tecmo a pioneira na inserção de cut scenes nos jogos de videogame, ou seja, cenas narrativas próprias de filme entre um estágio e outro, explicando toda a história e a motivação do herói. Quando criança não tive a menor paciência de acompanhar, as cenas eram compridas e tinham realmente vontade de oferecer ao espectador a experiência de acompanhar um longa de animação, mas hoje, adulto centrado, paciente e com maior poder de concentração, decidi dar uma chance, e assim tomei conhecimento de que nosso ninja é na verdade Ryu Hayabusa, um dos últimos descendentes de um clã de ninjas, e sua história cheia de reviravoltas envolve aliados como um arqueólogo, uma agente da CIA (e futuro interesse amoroso de Ryu) e um atirador profissional, contra demônios nascidos do próprio ódio, Jaquio, Ashtar, Foster e Clancy. Finalizar todos esses jogos, depois das inúmeras tentativas frustradas, das raivas passadas, das horas, dias e meses perdidos, da trolagem dos programadores de fazerem você repetir uma fase inteira depois de morrer e de outras até piores, que fazia você percorrer uma fase que já era dificílima pelo inverso, nos dá uma satisfação enorme, uma sensação profunda de dever comprido, e de que você é páreo para desafios duros e complexos que envolve agilidade psíquica e motora. Imagino que uma criança que conseguisse zerar qualquer titulo desses jogos (e sem save, por sinal), poderia ser considerada super dotada e mereceria ser estimada.




Versões além do nintendinho 8 bits


Antes de seu bem sucedido port para nes em 1989, o jogo não rendeu bons frutos em seu tempo de arcade, sendo considerado por muitos uma cópia traumatizante de Double Dragon, hit da época. Depois de uma reformulação, aliás, uma reinvenção, pois de reformulação não tinha nada, tendo em vista que a versão de arcade pouco tinha a ver com a de nintendo 8 bits, o jogo caiu no gosto dos gamers da época e seu sucesso continuou até sua terceira edição, The Ancient Ship of Doom, de 1991. Nesse meio tempo foram produzidas versões para Master System e Game Boy, mas sem dúvida nenhuma as melhores foram as de nes, a franquia parece ter nascido para esse console. Pena não terem feito na época uma versão para Super Nes, com a mesma jogabilidade e mesmos conceitos, provavelmente seria um de seus melhores jogos, mas em vez disso lançaram para ele, em 1995, um cartucho contendo a trilogia completa, e o melhor, sem mexerem em nada no aspecto original, se muito apenas refinaram os pixels, deram uma realçadinha na cor e nos sons e só. Presentaço para os retro gamers da época. Teve uma época que descobri uma rom atribuída ao Mega Drive do nosso querido ninja azul, e achei uma coisa decepcionante, não por o jogo ser ruim, mas por em pouca coisa lembrar o Ninja Gaiden que estávamos acostumados. Era mais um beat up estilo sua versão de arcade mesmo, jogabilidade fraca e inimigos sem graça. Por sorte, descobri mais tarde que tratava-se de apenas um protótipo que nunca foi lançado, jogado na net de maneira clandestina, uma versão cheia de bugs por sinal, que dava a entender que o jogo realmente não tinha sido completado.

Em 2004 foram lançados novos títulos para XBox, Playstation 3, XBox 360 e Wii U, mas é aquela história, nunca vi nem comi, quem sabe mais para frente eu me interesse em conhecer, mas vendo imagens e gameplays tenho na consciência que as versões para Nintendo eram de fato insuperáveis. Mesmo com aqueles gráficos pixelados e datados, duvido que outra versão fosse mais badass que aquelas.



terça-feira, 20 de novembro de 2018

Lion Man Branco - Melhor roteiro, mas não mais querido por nós


Sabemos que tokusatsu é coisa de criança, e que por essa razão é totalmente compreensível que as produções atuais sejam bobinhas e sem graça. Mas nem sempre foi assim. Voltemos nosso olhar aos longínquos anos 70, onde o gênero começava a ganhar força de vez, muito além das produções da Toei Company. Ultraman, Spectreman, e é claro, Lion Man, ´´universo`` um tanto pequeno, mas sua versão laranja ainda hoje é querida por nós brasileiros. Só que é injusto não lembrarmos de sua versão albina, que embora tenha passado por aqui depois de Fuun Lion-Maru (sua versão laranja), foi seu predecessor em seu país de origem. Lançado em 1972 no Japão pela P-Production, Kaiketsu Lion-Maru tinha um roteiro muito bom para um seriado tokusatsu, assistindo hoje temos a prova que as séries antigas eram as melhores. O homem por trás do heróico felino é o mesmo Shishimaru que tínhamos conhecido, curiosamente sua origem é outra, embora o ator seja o mesmo. Ao menos em sua primeira versão sua origem é explicada. Dessa vez ele não é um herói solitário, ele luta e caminha ao lado de seus irmãos de criação, Saori e Kosuke, jovens orfãos dos ataques do demônio Gosum e seus ninjas negros, acolhidos pelo mestre Kashin Koji, que pouco antes da sua morte entrega para Shishimaru uma espada que lhe confere o poder de se transformar em um homem leão, cheio de garra e habilidade, para Saori uma espada que equipara sua força e habilidade a de um guerreiro, mas sem esquecer de avisar que ela não podia deixar sua ´´formosura e feminilidade`` de lado. Aff. Já o menino Kosuke, o mais novo dos três, ganha uma flauta mágica com o poder de evocar o espírito do velho guerreiro, que chega na forma de um pégaso para ajudar os amigos a se livrarem do perigo. O seriado conta com 54 episódios, foi um grande sucesso na época em sua terra de origem, tudo levava a crer que uma segunda temporada seria muito bem recebida, mas infelizmente não foi isso que aconteceu. Sua sequencia, que nem é tão sequencia assim devido às diferenças gritantes e bizarras entre as duas séries, rendeu apenas 25 episódios. É interessante pensar que quando a sequencia estreou por aqui no finzinho dos anos 80 ao lado de Jiraya, O Incrível Ninja, as crianças da época não reparavam que o seriado era antigo assim. Muito menos que tinha sido um fracasso, que provavelmente foi adquirido pela Top Tape a preço de banana, pois o seriado era uma novidade interessante. E esses míseros 25 episódios, repetidos exaustivamente como de praxe na época, não deixavam perceber que a trajetória de Shimarú (a tradução por aqui, por motivos óbvios) tinha sido tão curta. Ora, hoje sabemos que algumas séries e animações de nossa época tinham números de episódios ainda mais limitados sem nos deixar essa impressão.  Quando Lion Man branco estreou por aqui, todo mundo achou que fosse uma continuação direta do Laranja, um ´´novo`` Lion Man, mas devo dizer que a novidade não me conquistou tanto. As histórias eram mais densas, dramáticas, talvez por isso uma criança de oito anos, a idade que eu tinha na época, não se interessasse tanto. Recentemente, assistindo a série até o final, percebo que o conteúdo vai além do que deveria ser considerado uma simples série infantil, tanto que me empolguei a cada episódio, mesmo que a estrutura do roteiro apresentasse algumas deficiências. Passada na época do Japão feudal, nos tempos dos samurais, a história se desenvolve em uma terra sem lei, um mundo sombrio cada vez mais ameaçado pelo domínio do demônio Gosum e seus aliados. As cenas de ação, de lutas com espadas, embora não muito bem coreografadas, expressam bem o espírito de um autêntico filme de samurai, como Zatoichi, por exemplo, mesmo não havendo sangue, o que não podia ser diferente. Os monstros, demônios de Gosum, não pecam pela falta de crueldade, mesmo com velhos, mulheres e crianças. Ao contrário do que ocorreu em seu país de origem, essa versão não fez sucesso por aqui, houve rejeição por parte do público e apenas dez ou quinze episódios foram exibidos. Não lembro se em ordem cronológica ou de maneira aleatória. Mesmo assim, acredito ter conquistado um aspecto cult entre os mais velhos que assistiam a programação da Manchete naquela época, que só hoje em dia, graças a Internet, pôde dar uma conferida no restante do conteúdo nada decepcionante para quem começou a série já gostando. Lembro de uma vez, em determinado episódio do Lion Man laranja, ter aparecido sua versão albina entregando a espada que lhe conferia a mutação de leão a um Shimaru derrotado, sem sua tradicional espada. Uma visita dos céus de um antepassado já extinto, apadrinhando e passando o bastão a seu sucessor, antes mesmo de conhecermos mais a respeito desse personagem, soando mais como um prequel do que como qualquer outra coisa. Épico!



Diferenças entre as duas séries

Se Kaiketsu Lion-Maru tem um roteiro e visual mais maduro, o mesmo não acontece com Fuun Lion-
Maru. A gente percebe a mudança das cores para tons mais berrantes, mais chamativos. Os objetos cênicos com mais cara de brinquedo (o transformador foguete, por exemplo), e mais personagens e heróis, como Yoba/ Jaguar, além de perder o clima sombrio da série anterior, apesar da história continuar densa e dramática e os vilões continuarem perversos. Podemos perceber a tentativa de dar uma cara mais infantil ao seriado, embora tivessem errado a mão a ponto de o tornarem um fracasso. Contudo, o seriado tem seus méritos e acredito que deveria sim ter sido produzido. Começado do zero, com elementos, origens e história diferente, uma coisa ou outra faz menção ao seriado anterior, vemos tentativas de homenagens e substituições do que o público japonês já estava acostumado a ver em sua versão albina, mesmo que certas coisas fizessem falta e não tivessem sua devida reposição, como o cavalo alado Hikari Maru. O motivo que levou as duas séries serem exibidas de forma trocada por nossa terra ainda não é explicado, provavelmente porque o Lion Man laranja tinha mais cara de leão e consequentemente foi mais fácil assimilarmos o herói felino. Sua versão albina de fato tinha mais cara de ser um personagem do Japão mesmo, mais regional, sendo ele inspirado no folclórico Kagami Jishi (O Leão do Espelho), personagem do teatro Kabuki.

Tiger Joe


Personagem importante das duas versões, Tiger Joe é um anti herói que todos aprenderam a amar. A princípio aliado do demônio Gosum, rival de Shishimaru, egoísta e orgulhoso, aos poucos torna-se um importante aliado. Perdeu um olho já na primeira luta com o herói leão. O personagem foi interpretado por dois atores diferentes, o primeiro teve um fim trágico após uma embriaguês, o segundo ficou até o final da série onde seu personagem foi derrotado e morto pelas mãos de um demônio de Gosum. Na série seguinte o personagem retorna, uma coisa curiosa, pois seu personagem havia sido morto. No entanto, o personagem é apresentado como Tiger Joe Jr, apesar de ser o mesmo ator, e o pior, ele ainda usa o tapa olho característico do Tiger Joe (Jyonosuke), sua versão em Kaiketsu Lion-Maru. Mas depois de tanto tempo, o que importa mesmo é que esse carismático personagem acaba aparecendo, de um jeito ou de outro, na versão que pudemos acompanhar na infância, sem prejuízo.



Ainda há mais uma versão de Lion Man, e bem recente, por sinal. Em 2006 foi produzida a série Lion Man G. Se as outras séries se passavam no Japão feudal, essa aqui se passa inclusive no futuro da época, 2011, e o herói transformado passa a ser chamado como alguma coisa tipo ´´Gigolô Guerreiro (!) `` Esse ainda não assisti, mas já vou assistir com ressalva, pois ouvi falar muito mal dessa série.